Um feto no cinzeiro, um pé com gangrena e um cadáver estão entre as dez imagens que as embalagens de cigarro deverão estampar a partir do próximo ano. A mudança faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para reduzir o apelo dos maços e, com isso, desestimular a iniciação de jovens ao tabagismo. A nova safra de fotos - a terceira de uso obrigatório pelos fabricantes de cigarro - foi feita com base em uma pesquisa desenvolvida entre 2006 e 2008 pelo Instituto do Câncer (Inca) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). "O objetivo é provocar aversão", resumiu o presidente do Inca, Luiz Santini Rodrigues da Silva. A pesquisa procurou medir a reação de 212 jovens diante das fotos e, a partir deste trabalho, escolheu as mais impactantes. A forma das advertências também deverá mudar. Além da foto e de uma frase de alerta, as embalagens deverão estampar palavras-chave, como horror, perigo e enfarte, em letras maiores