Minirreforma eleitoral é um dos destaques no Senado
CAROLINA GONÇALVES
Da Agência Brasil Brasília
Mesmo considerada tímida pelo próprio autor do texto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), a chamada minirreforma eleitoral não obteve consenso no Senado, no último dia 11, como esperavam alguns líderes. O assunto volta a ser discutido no plenário nesta segunda-feira, como o primeiro item da pauta do esforço concentrado acordado entre os líderes. Se aprovado, o texto ainda precisará passar pelo crivo dos deputados que terão pouco mais de uma semana para analisar a matéria, caso queiram garantir que as novidades valham para as eleições de 2014. REGRAS O projeto foi construído como uma alternativa emergencial à reforma política que altera diversos pontos das regras atuais e divide posições em relação a questões, como o financiamento de campanhas, que parecem longe de um consenso. A minirreforma foi uma saída para tentar harmonizar os itens menos polêmicos e, pelo menos, reduzir os gastos do processo eleitoral. Mas alguns pontos ainda não foram acordados. No plenário, a expectativa é que emendas derrubadas na votação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, na semana passada, voltem a ser apresentadas. Uma delas obriga os partidos a divulgar a lista de financiadores ainda durante a campanha. ALTERNATIVA A tentativa de aprovar uma alternativa mais enxuta também causou divergência. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi um dos parlamentares que levantaram críticas à timidez da proposta. Para ele, o Parlamento deveria aproveitar o debate para tentar construir uma reforma de maior significado". Jucá, autor do texto, defendeu a matéria ao dizer que é melhor garantir um mínimo de mudanças do que nenhuma evolução da lei. Para ele, o atraso na votação mantém tudo como está para 2014.