BRASIL
Segunda-feira, 20 de Julho de 2009, 20h:18
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LIBERDADE NEGADA
Justiça mantém a mulher de pugilista na cadeia
ANGELA LACERDA
Da Agência Estado Recife, PE
Amanda Carine Barbosa Rodrigues, de 23 anos, principal suspeita da morte do marido, o ex-campeão mundial de boxe Arturo Gatti, de 37 anos, teve negada ontem pelo desembargador Fausto Campos, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), liminar que pedia sua soltura. Ela está presa desde o dia 12. Gatti morreu no dia anterior no flat em que o casal passava férias com o filho de dez meses, na praia de Porto de Galinhas, litoral sul pernambucano. De acordo com laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), ele morreu por enforcamento que pode ter sido provocado por suicídio ou homicídio. Na sua decisão, o desembargador disse "não vislumbrar elementos suficientes para conceder o pedido em caráter urgencial". O mérito do habeas-corpus, impetrado na sexta-feirapelo advogado Célio Avelino, será julgado - ainda sem data prevista - pela 1ª Câmara Criminal do TJPE, que se reúne às terças-feiras. Avelino pediu o habeas-corpus em segunda instância, uma vez que a juíza de Ipojuca, Ildete Veríssimo, negou, na semana passada, o pedido de liberdade provisória. Para o advogado, Amanda não poderia ter sido autuada em flagrante porque pediu socorro e chamou a polícia ao encontrar o corpo do marido morto. Ela é acusada de homicídio duplamente qualificado - o marido estaria embriagado e dormindo, sem condição de defesa -, de acordo com a polícia. Na noite anterior ao crime eles haviam tido uma discussão no centro de Porto de Galinhas, quando ele a empurrou na calçada provocando escoriações no braço e no queixo. Eles chegaram ao flat em táxis separados. Além das marcas do enforcamento, o corpo do pugilista também apresentava um corte na cabeça.