NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

BRASIL
Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2012, 21h:13

CONTRAVENTOR

Justiça decide manter Cachoeira solto

Tourinho afirmou que Cachoeira estava sendo prejudicado por excesso de tempo de prisão preventiva por culpa dos juízes responsáveis pela operação Monte Carlo

DÉBORA ZAMPIER
Da Agência Brasil - Brasília
Por 2 votos a 1, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou ontem a liberdade concedida ao contraventor Carlinhos Cachoeira pelo desembargador Fernando Tourinho Neto, no dia 15 de outubro. Foi analisado recurso contra decisão individual do desembargador. Tourinho voltou a afirmar ontem que Cachoeira estava sendo prejudicado por excesso de tempo de prisão preventiva - quando ainda não há condenação – por culpa dos juízes responsáveis pelos desdobramentos da Operação Monte Carlo na Justiça Federal em Goiás. Já o Ministério Público Federal (MPF) alegou que a culpa do atraso era da defesa, que ingressava com vários recursos sem necessidade. O ministério solicitou a retomada da prisão preventiva do contraventor. Segundo Tourinho Neto, o processo atrasou porque os juízes se recusaram a cumprir diligências solicitadas pela defesa relativas a escutas telefônicas, fato que poderia prejudicar o réu. O desembargador entendeu que, caso essas informações tivessem sido prestadas desde o início, a defesa não iria reclamar os direitos a todo o momento. O desembargador Cândido Ribeiro concordou com o colega, abrindo dois votos no placar. O único voto contrário à concessão do habeas corpus foi da desembargadora Mônica Sifuentes. Ela defendeu que não cabe reclamação por excesso de prazo de prisão preventiva em casos complexos – o processo tem 79 réus. Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo e só foi solto no dia 20 de novembro, quando caiu a prisão preventiva em relação a outro caso que tramita no Distrito Federal, da Operação Saint-Michel. A Operação Monte Carlo apurou esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste. O processo que apura corrupção de agentes públicos na Monte Carlo está na fase final em primeira instância e a decisão do juiz Alderico Rocha Santos pode sair a qualquer momento. O outro processo, que apura responsabilidades por contrabando e exploração de máquinas ilegais, também embasado na Monte Carlo, ainda está em fase inicial e tem 17 réus.

Edição EDIÇÃO 16963




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL