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BRASIL
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, 20h:07

CASO JADER

Jucá: PMDB não pressionou Peluso

IVAN RICHARD
Da Agência Brasil – Brasília
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ontem que a bancada peemedebista não pressionou o ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), antes da votação do recurso apresentado pela defesa de Jader Barbalho (PMDB-PA). Ao ser recebido ontem com festa no aeroporto de Belém, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) afirmou que "pressão faz parte da sociedade democrática". Anteontem, usando o chamado voto de qualidade, Peluso desempatou a votação do recurso apresentado pelo político paraense e determinou que Barbalho tome posse imediatamente no Senado. Depois da decisão, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que perderá a vaga para Barbalho, acusou o presidente do STF de ceder à pressão do PMDB, porque antes da decisão Peluso recebeu a bancada peemedebista. “Não houve nenhum tipo de pressão, pelo contrário. Fomos ao Supremo Tribunal Federal registrar nossa confiança na Corte de que as questões seriam resolvidas. O PMDB tinha a obrigação de defender o candidato Jader. A Lei da Ficha Limpa é importante, mas não valeu para a eleição de 2010, portanto, o candidato Jader, em nossa opinião, que foi a opinião do Supremo, estava em condições de assumir”, disse Jucá. Jader Barbalho foi candidato ao Senado pelo PMDB do Pará e obteve 1,8 milhão de votos. No entanto, teve seu registro negado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa e não pôde tomar posse. ATAQUE A senadora paraense Marinor Brito (PSOL), que será substituída no Senado por Jader Barbalho (PMDB) após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de autorizar a posse do peemedebista, afirmou ontem que o presidente da Corte, Cezar Peluso, "está do lado dos corruptos". Peluso decidiu anteontem dar um voto de desempate a favor de Jader, permitindo que o paraense assuma uma cadeira no Senado. Jader foi o segundo senador do Pará mais votado em 2010, com 1,7 milhão de votos. Ele havia sido barrado pela Lei da Ficha Limpa e, em seu lugar, Marinor Brito assumiu o mandato. Ela foi recebida no aeroporto de Belém às 13h por cerca de vinte militantes do PSOL, que a entregaram um buquê de rosas e carregavam uma faixa com os dizeres "Ficha Suja Não". Marinor afirmou que irá recorrer da decisão do STF e criticou a atitude de Peluso. "Tem muita coisa em jogo que está obscura. O ministro passou por cima de entendimento histórico de que voto de desempate não acontece na Suprema Corte quando envolve um processo polêmico", afirmou. Ela disse ainda que "todos foram pegos de surpresa" com a decisão.

Edição EDIÇÃO 16967




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