BRASIL
Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010, 09h:20
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DINHEIRO
Governo lança nova família do real
FERNANDO NAKAGAWA e FABIO GRANER
Da Agência Estado Brasília
Para dificultar o trabalho de falsificadores, foi lançada ontem uma nova família de cédulas do real. Com tamanho variável - quanto maior o valor, maior a nota - o dinheiro novo terá diversos elementos de segurança para dificultar as cópias. A estreia será entre abril e maio, quando começam a circular as notas de R$ 50 e R$ 100, valores que concentram 95% das falsificações. Até 2014, todo o dinheiro em circulação deverá ser da nova família. Para o governo, a novidade vai facilitar a aceitação internacional do dinheiro brasileiro. Em estudo desde 2004, o lançamento das novas cédulas teve de esperar pela modernização da Casa da Moeda, estatal que imprime o dinheiro no Brasil. Com investimento de R$ 400 milhões, sendo mais da metade apenas para comprar máquinas de impressão, os novos equipamentos estão em fase de testes, mas, finalmente, Banco Central e Ministério da Fazenda puderam anunciar a mudança das cédulas. A principal novidade é a mudança do tamanho do dinheiro. As cédulas atuais têm 14 centímetros de comprimento e 6,5 centímetros de largura. O tamanho é intermediário entre a nova nota de R$ 10 (13,5 cm x 6,5 cm) e a de R$ 20 (14,2 cm x 6,5 cm) A menor cédula será a de R$ 2, que será 1,9 centímetro menor no comprimento que as atuais, e a maior é a de R$ 100, com 1,6 centímetro a mais no comprimento e 0,5 centímetro maior na largura. A dimensão variável segue o modelo usado no euro. O tamanho diferente reduz o risco de falsificação nos casos em que cédulas de menor valor são "lavadas" em processos químicos e reimpressas com valor maior. A substituição das notas será feita gradualmente pelos bancos, caixas eletrônicos e comércio e, segundo o Banco Central, não há necessidade de as pessoas correrem para trocar suas cédulas porque o dinheiro atual poderá ser usado normalmente. O diretor de administração do BC, Anthero Meirelles, disse que a nova família do real tem objetivo de reduzir "drasticamente" os índices de falsificação, que no Brasil é três vezes maior do que na Europa. Em 2009, foram apreendidas 143 notas falsas a cada milhão de cédulas em circulação. Na Europa, o índice é de 53 falsificações no mesmo universo.