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BRASIL
Quarta-feira, 28 de Abril de 2010, 20h:57

GRAVANDO

Dilma grava cenas para programa eleitoral no RS

ELDER OGLIARI
Da Agência Porto Alegre, RS
A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, gravou cenas para um programa de televisão do partido pelo segundo dia consecutivo, ontem. Desta vez o cenário foi o Parque Eólico de Osório, a cem quilômetros de Porto Alegre. Assim como na terça-feira, quando esteve em Brumadinho (MG), Dilma manteve a agenda sob sigilo. Nem os principais aliados políticos da pré-candidata sabiam da viagem dela ao Rio Grande do Sul. O pré-candidato do partido ao governo do Estado, Tarso Genro, estava em Tenente Portela, a 600 quilômetros de distância. No programa que vai ao ar no dia 13 de maio é provável que o PT use as visitas que Dilma fez a um assentamento em Minas Gerais e ao Parque Eólico de Osório para destacar a participação da ex-ministra das Minas e Energia e da Casa Civil na elaboração e gerência de programas do governo federal que levaram luz ao campo e diversificaram a matriz energética brasileira. O complexo de 75 torres é considerado o maior da América Latina, com capacidade instalada de geração de 150 megawatts, energia suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes. O empreendimento é da empresa Ventos do Sul Energia, que tem como sócio majoritário a Enerfin Enervento, controlada pelo grupo espanhol Elecnor. O investimento de US$ 670 milhões foi financiado pelo BNDES, bancos privados e capital próprio da empresa. Crítica - Aclamado no PT como o guru do marketing político responsável pela campanha vitoriosa de Lula em 2002, o publicitário Duda Mendonça vê hoje um cenário mais favorável à eleição de Dilma Rousseff, mas considera que a insistência do partido em transformá-la no que ela não é aumenta o potencial de erros da petista. A avaliação, feita por ele durante o curso "Os profissionais de marketing político-estrategistas, criadores ou bruxos?", promovido pela Casa do Saber, no Rio, coincide com o momento em que a coordenação da pré-campanha de Dilma tenta contornar problemas na retórica da ex-ministra e a submete a treinamento intensivo. Oficialmente afastado de campanhas do PT após o escândalo do mensalão, Duda mantém laços com petistas, que o consultam em momentos de crise. "Não adianta mudar a Dilma. Ela tem que continuar a ser como ela é. Transformá-la em outra pessoa e deixá-la numa vestimenta desconfortável vai fazer com que ela volta e meia dê uma escorregada", disse. "Poderia ser a vez do Serra se Lula não estivesse do outro lado. Serra é um grande político, ótimo governador. Mas, Lula é tão popular quanto Padre Cícero. Se não é, chega bem perto", continuou. A despeito da previsão sobre o pleito, disse que não há riscos de retrocesso com a vitória de Serra ou de Dilma.

Edição EDIÇÃO 16966




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