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BRASIL
Terça-feira, 04 de Setembro de 2012, 20h:33

GUERRILHA

Dilma comemora negociação de pacificação na Colômbia

LUANA LOURENÇO
Da Agência Brasil – Brasília
A presidente Dilma Rousseff manifestou ontem apoio ao início do processo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), formalizado em anúncio no começo desta tarde. Governo e guerrilheiros vão elaborar um plano de paz que ponha fim a quase meio século de combates e violência na região. Anteontem pela manhã, o presidente colombiano Juan Manuel Santos telefonou para Dilma para avisar sobre o início da negociação formal entre as partes. Em nota, a presidenta disse que o acordo é motivo de celebração em toda a América do Sul e que a paz na Colômbia é fundamental para a consolidação do processo de integração da região. “O êxito das negociações trará grandes benefícios para o povo colombiano e consolidará a imagem de uma América do Sul, que realiza hoje grandes transformações de paz. Nossas sociedades repudiam o uso da violência – venha de onde vier – para enfrentar os problemas econômicos, sociais e políticos da região”, diz a mensagem da presidente, que será encaminhada ao presidente colombiano. Por enquanto, não houve pedido, por parte da Colômbia, de participação do Brasil na negociação. Cuba, a Noruega, o Chile e a Venezuela atuarão como mediadores no processo. As negociações começarão na capital norueguesa, Oslo, na primeira quinzena de outubro, e continuarão na capital cubana, Havana, de acordo com os detalhes divulgados nesta terça-feira pelo governo colombiano. Dilma afirma ainda que o Brasil, historicamente, tem defendido o diálogo e a negociação. O Brasil participou de operações de libertação de quatro reféns das Farc, entre 2009 e 2012. “Estou segura de que os atores envolvidos nesse processo de paz e reconciliação nacional terão a visão política e a sensibilidade social para pôr fim em primeiro lugar este grande país que é a Colômbia. Essa será a melhor maneira de homenagear as vítimas de tantas décadas que trouxeram dor e pesar aos colombianos”. CÓDIGO FLORESTAL A presidente Dilma Rousseff quer um “desfecho” para a Medida Provisória 571, do Código Florestal, mas não sinalizou vetos ao texto caso o Congresso Nacional mantenha as mudanças aprovadas, na semana passada, à revelia do governo. A informação é do senador Jorge Viana (PT-AC), que esteve ontem com a presidente. “O que a presidenta quer é que haja uma decisão do Congresso sobre isso. Obviamente que a prerrogativa dela [de veto] está completamente mantida. Ela só sinalizou que espera que o Congresso delibere o quanto antes sobre essa matéria, que é de muita importância para o país”, disse Viana. APROVAÇÃO A MP 571 foi aprovada na última quarta-feira, na comissão mista do Congresso que analisava o texto, com mudanças em relação à proposta original enviada pelo governo. A principal delas alterou a chamada regra da “escadinha”, que regulamenta a recomposição de áreas de preservação permanente em torno de cursos d'água. Pelo texto original, quanto maior a propriedade rural, maiores seriam as obrigações de recomposição, mas a proposta foi alterada pelos parlamentares, o que desagradou a presidenta. Viana disse que o texto foi aprovado após um “entendimento de parlamentares”, mas sem nenhuma participação do governo. “A presidenta quer que haja uma decisão, porque ela fez uma medida provisória com grandes ganhos para os pequenos proprietários e com proteção do meio ambiente e quer um desfecho”, acrescentou. A MP 571 precisa ser votada em plenário até o dia 8 de outubro, quando perde a validade.

Edição EDIÇÃO 16963




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