BRASIL
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 21h:27
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OPERAÇÃO SATIAGRAHA
Defesa apresenta "amizade sólida"
CAROLINA RUHMAN
Da Agência Estado - São Paulo
O juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, ouviu ontem, em São Paulo, as testemunhas de defesa de Hugo Chicaroni e Humberto Braz, dois dos acusados no processo que resultou das investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A defesa de Chicaroni tentou mostrar, na audiência de ontem, que a relação entre seu cliente e o delegado Protógenes Queiroz, que presidiu essas investigações, era uma "relação de amizade sólida", na tentativa de provar que teria ocorrido uma "provocação" da autoridade policial, no suposto suborno de Hugo Chicaroni e Humberto Braz, ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Ferreira. Chicaroni, Humberto Braz e o sócio fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, são acusados de corrupção ativa. DELEGADO A primeira testemunha ouvida foi o delegado Ricardo Saadi, que substituiu Protógenes na Satiagraha. Ele foi arrolado como testemunha de defesa e, portanto, não pôde faltar à audiência. De acordo com o procurador Rodrigo De Grandis, Saadi foi "arrolado como testemunha de Hugo Chicaroni porque tomou um depoimento dele na fase policial". A testemunha seguinte foi o escrivão da PF, Amadeu Ranieri, que havia sido arrolado como testemunha de acusação do Ministério Público, mas foi dispensado e não chegou a depor na semana passada. Ontem ele foi arrolado como testemunha de defesa de Humberto Braz. Na avaliação do procurador De Grandis, Ranieri "não acrescentou muita coisa (no depoimento de hoje), porque não participou de forma ativa nas investigações". Em seguida, foi ouvido o delegado Marco Antonio Lino Ribeiro. De acordo com a defesa de Chicaroni, o depoimento do delegado visou provar a relação entre Chicaroni e Protógenes. De acordo com o advogado de Chicaroni, teria sido Protógenes quem apresentou Chicaroni ao delegado Lino Ribeiro. "Foi confirmado pelo doutor Lino que havia uma amizade, sim, entre Protógenes e Hugo Chicaroni", afirmou o advogado. A última testemunha a depor foi o advogado Roberto Jorge Alexandre. Segundo a defesa de Chicaroni, em seu depoimento, a testemunha afirmou que foi apresentado por Chicaroni ao delegado Protógenes. A defesa de Chicaroni insiste que a relação entre Protógenes e seu cliente é uma "relação de amizade duradoura".