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BRASIL
Quinta-feira, 14 de Junho de 2012, 21h:21

CACHOEIRA

CPMI decide adiar a convocação de Pagot

Senador Pedro Taques contestou a decisão e disse que muitos temem depoimento de Pagot

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira adiou ontem (14) as decisões de convocar o ex-presidente da empresa Delta Construções, Fernando Cavendish, e o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. As propostas de sobrestar os dois requerimentos foram apresentadas pelo relator da comissão, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), que alegou ser prematuro convocá-los neste momento. A convocação de Cavendish foi rejeitada com 16 votos a favor da proposta e 13 votos contrários. Já o adiamento da convocação de Pagot recebeu 17 votos favoráveis e 13 contrários. As duas votações foram motivo de embate político. De um lado, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) concordou com o relator. "Não estamos aqui decidindo se vamos convocá-lo ou rejeitar sua convocação. Antes de trazer o senhor Pagot, da mesma forma que o [senhor] Cavendish, primeiro precisamos analisar os documentos que estão em poder dessa comissão", defendeu o senador. "Precisamos trazê-los com dados necessários e suficientes para indagá-los". A decisão, no entanto, foi contestada. O senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que muitos integrantes da comissão temem os depoimentos de Pagot e de Cavendish. "Alguma pessoas estão com medo, com paúra, da vinda de Cavendish e de Pagot, que, muitos já sabem, é um fio desencapado. Ele precisa falar", destacou Taques. Governadores - Os inquéritos abertos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar denúncias de envolvimento dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, terão novo relator. A ministra Laurita Vaz, sorteada para analisar os dois processos, se declarou impedida. Os inquéritos foram encaminhados anteontem (13) pela Procuradoria-Geral da República para investigar se os governadores têm ligação com um suposto esquema criminoso de exploração de jogos ilegais e tráfico de influência chefiado por Cachoeira. Os inquéritos são desdobramentos da Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro, pela Polícia Federal, que investigou a atuação do grupo de Cachoeira na Região Centro-Oeste. A ministra Laurita Vaz se declarou impedida de relatar as investigações porque mantém relacionamento social com pessoas ligadas ao empresário goiano, que está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ela já havia adotado a mesma postura quando ficou responsável por um pedido de liberdade para Cachoeira, que foi redistribuído para o ministro Gilson Dipp.

Edição EDIÇÃO 16962




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