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BRASIL
Sábado, 18 de Agosto de 2012, 14h:05

CPMI DO CACHOEIRA

Comissão vai ouvir mais 4 depoentes

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados deve ouvir nesta semana quatro depoentes. Entre eles estão os dois procuradores responsáveis pelas investigações decorrentes das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Os procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira já haviam sido chamados pela CPMI no início dos trabalhos, em maio. Seus depoimentos, no entanto, foram adiados porque falar à CPMI antes da audiência na Justiça poderia fazer com que eles fossem impedidos de prosseguir atuando no caso. Ainda não foi decidido se os depoimentos dos procuradores serão secretos. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que a decisão será tomada pelos integrantes da comissão. “Há parlamentares que entendem que esse tipo de depoimento, pela delicadeza e menções a determinados fatos que incidem no processo judicial, e serão determinantes para uma sentença, podem e devem ser colhidos em regime de sigilo. Se assim for necessário, haveremos de fazê-lo”, garantiu. Os depoimentos dos procuradores estão marcados para terça-feira, às 9h15. No dia seguinte, também às 9h15, serão ouvidos o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires. Ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, Rincón é sócio de uma empresa que teria recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira. Para garantir o direito ao silêncio na comissão, ele impetrou habeas corpus nesta semana. O relator do pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Joaquim Barbosa. Jayme Rincón já havia sido convocado pela CPMI por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para não comparecer. Não localizado - Outro convocado, o policial aposentado Aredes Correia Pires, seria ouvido na quarta-feira, mas não foi localizado pela comissão, motivo pelo qual seu depoimento foi adiado para quarta.

Edição EDIÇÃO 16962




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