BRASIL
Sábado, 16 de Janeiro de 2010, 18h:35
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HAITI
Avião leva legistas e urnas funerárias
Além disso, o avião levou 5,3 toneladas de medicamentos, 3,1 toneladas de mantimentos, 8,8 toneladas de fardamento e roupas de cama e 20 barracas
PEDRO DANTAS
Da Agência Estado São Paulo
Mais uma aeronave KC-137 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou ontem rumo ao Haiti transportando, além de passageiros e suprimentos, 18 urnas funerárias. Segundo a FAB, a aeronave partiu da Base Aérea do Galeão com aproximadamente 30 passageiros, entre eles o embaixador Antonio Patriota e três médicos legistas do Exército Brasileiro. Além disso, o avião levará 5,3 toneladas de medicamentos, 3,1 toneladas de mantimentos, 8,8 toneladas de fardamento e roupas de cama e 20 barracas, totalizando cerca de 20 toneladas. Na sexta-feira, em meio a tensão diplomática pelo bloqueio imposto a oito das aeronaves brasileiras pelos Estados Unidos, que controlam desde quinta-feira o aeroporto de Porto Príncipe, mais cinco aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) com suprimentos e equipes médicas conseguiram chegar ao aeroporto da capital haitiana, Porto Príncipe Segundo a FAB, três aeronaves com suprimentos, remédios, equipes médicas aguardavam no aeroporto de Santo Domingo, na vizinha República Dominicana, pela autorização americana para pousar em Porto Príncipe - onde a torre de controle foi destruída pelo terremoto e o alto fluxo de aviões com ajuda humanitária sobrecarrega as pistas. PERMANÊNCIA O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu ontem, no Rio, a prorrogação por cinco anos da Missão de Paz Brasileira no Haiti (Minustah) e a criação de um fundo das Organizações das Nações Unidas (ONU) para gerenciar as doações internacionais ao país caribenho. "Deixar o Haiti antes de cinco anos nem pensar. É tempo de repensar a missão de Paz e focar na reconstrução do país", declarou Jobim antes de se reunir com militares no Centro de Instrução para Operações de Paz, na Vila Militar em Deodoro, zona Oeste do Rio. Jobim voltou a defender que a partir de agora os recursos previstos no orçamento da Minustah, até então destinados exclusivamente à área de segurança, passem a ser utilizados na reconstrução do Haiti, atingido pelo terremoto. Um dos pontos vitais no entendimento do ministro é a construção de uma usina hidrelétrica "que atrairia indústrias e geraria empregos". O ministro ressaltou que as prioridades das autoridades no Haiti são a remoção de corpos e destroços na capital, Porto Príncipe. Ele solicitou ao presidente do Haiti, René Préval, a nomeação de um representante junto à ONU para gerenciar as doações que estão sendo feitas. "As doações muitas vezes não chegam por falta de alguém para administrar os recursos", explicou o ministro.