BRASIL
Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013, 21h:26
A
A
VIOLÊNCIA
Aumenta número de mortos em assaltos a bancos
FLÁVIA ALBUQUERQUE
Da Agencia Brasil - São Paulo
O número de mortes decorrentes de violência em bancos ou correspondentes bancários chegou a 57 em 2012, enquanto em 2011 foi 49 e no ano anterior 23, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), divulgado ontem, em São Paulo. Os clientes continuam sendo as principais vítimas em assaltos envolvendo bancos. Em 2012 foram 33 pessoas mortas, enquanto em 2011 foram 30. Os vigilantes vêm em segundo lugar, ao passar de oito em 2011 para nove em 2012, enquanto o número de policiais mortos passou de quatro para seis e o de transeuntes que acabaram atingidos durante assaltos bancários foi quatro em 2012 e seis em 2011. Os dados são de levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgado ontem em São Paulo. O levantamento foi feito com base em publicações da imprensa. Entre os mortos, os homens são maioria, com 93% dos casos. Por faixa etária, o maior número de mortos tem entre 41 e 50 anos, com 11 ocorrências. Em seguida vem a faixa de 31 a 40 anos, com nove casos, e de até 30 anos, também com nove mortes. A faixa dos idosos com mais de 60 anos registra seis vítimas. Segundo a pesquisa, o número de mortes de pessoas decorrentes de violência em bancos ou correspondentes bancários chegou a 57 em 2012, enquanto em 2011 foi 49 e no ano anterior 23. Segundo os dados, o tipo de crime mais comum continua sendo a chamada saidinha de banco, que passou de 32 em 2011 para 30 em 2012. Em seguida vêm os assaltos a correspondentes bancários, com nove em 2012 e cinco em 2011. Mortes em assaltos nas agências foram cinco em 2011 e oito no ano passado. As mortes de responsáveis pelo transporte de valores passaram de dois em 2011 para cinco em 2012. Durante o abastecimento de caixas eletrônicos, foram mortas três pessoas em 2012 e duas em 2011. Durante assaltos a caixas eletrônicos morreram duas pessoas em cada ano. Em postos de atendimento bancário, uma pessoa morreu em 2011, mas no ano passado não houve registros. Segundo o presidente da Contraf-Cut, Carlos Cordeiro, os dados são preocupantes e indicam que os bancos ainda não estão investindo o suficiente em segurança, comprando equipamentos adequados, treinando pessoal e conscientizando os clientes. E os bancos, forçando o cliente a se autoatender, empurram a porta giratória mais para dentro do banco e o cliente fica em uma área completamente desprotegida, muitas vezes com o vigilante ou bancário, que também ficam expostos.