BRASIL
Sábado, 06 de Junho de 2009, 16h:12
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VOO TRÁFICO
A330 emitiu 24 mensagens de erros em 4 minutos
Piloto automático do avião estava desligado quando ele desapareceu
Sinais enviados pelo voo AF 447 antes de seu desaparecimento mostram que o piloto automático estava desligado, de acordo com o diretor do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), Paul-Louis Arslanian. Segundo ele, não está claro se o piloto automático foi desligado pelos pilotos ou parou de funcionar por causa das leituras divergentes sobre a velocidade do Airbus A330, que fazia o voo AF 447. A Airbus, fabricante do avião, afirma que as investigações descobriram que o voo recebia leituras inconsistentes de diferentes instrumentos, enquanto enfrentava uma intensa tempestade. O chefe da investigação sobre o acidente com o Airbus A330, Alain Bouillard, afirmou que "nós temos mensagens que mostram que o piloto automático não estava funcionando." Arslanian declarou que investigadores estão analisando 24 mensagens enviadas automaticamente pelo avião durante os últimos minutos do voo e disse ainda que os investigadores vasculham uma região de centenas de milhas em busca dos destroços. Segundo ele, é vital localizar um sinalizador chamado "pinger", que deveria estar atado à caixa-preta que grava as vozes na cabine de comando e dados dos instrumentos de navegação do voo, e que pode estar submerso nas profundidades das águas do Atlântico. Esse aparelho é capaz de transmitir sinais de orientação ao atingir a água. "Nós não temos certeza de que o pinger estava atado aos gravadores", afirmou Arslanian, que segurava esse aparelho na palma de sua mão. "É por este aparelho que nós estamos procurando", afirmou. Investigadores estão tentando determinar a localização dos destroços no oceano com base na altura e velocidade do avião no momento da última mensagem recebida. Mas as correntes também podem ter espalhado destroços para áreas muito distantes do fundo do oceano. "Vejam a complexidade do problema", disse. Laurent Kerleguer, um engenheiro especializado em fundo do mar que está trabalhando com a equipe de investigação, declarou que a região mais provável para localização dos destroços do avião é entre uma profundidade de 15.112 pés (4.606 metros) até 2.835 pés (864 metros) abaixo do nível do mar. De acordo com Kerleguer, a salinidade da água e as temperaturas podem afetar a velocidade do percurso do sinal. O Airbus A330, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, desapareceu cerca de 4 horas após a decolagem na noite de domingo passado, com 228 pessoas a bordo. INSTRUMENTO A agência responsável pela investigação do desaparecimento do Voo 447 informou que a Air France não havia substituído os instrumentos de mensuração da velocidade do Airbus A330, conforme recomendação feita pelo fabricante. O diretor do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), Paul-Louis Arslanian, disse que alguns problemas tinham sido detectados com os instrumentos do Airbus A330, o modelo que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris no dia 31 de maio. Segundo Arslanian, a Airbus havia recomendado que as companhias substituíssem os instrumentos do A330. O diretor das investigações disse que a Air France não trocou os instrumentos chamados tubos de Pitot no avião que desapareceu. Os tubos de Pitot são responsáveis pelas leituras dos dados do altímetro, velocidade vertical e velocímetro. No entanto, Arslanian, alertou, ontem, para que não se façam conclusões ainda sobre o caso. Ele disse que aviões podem voar com segurança "com sistemas danificados". Um comunicado distribuído pela Air France, na sexta-feira, informou que a companhia estava substituindo todos os tubos de Pitot em seus aviões de média e longa distâncias. (Patricia Lara)