BRASIL
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011, 19h:58
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DIA DA IRA
14 morrem em protesto na Líbia
A oposição ao governo do presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, informou ontem que pelo menos 14 pessoas morreram nas últimas manifestações de protesto contra o atual regime político, que ocorreram em quatro das principais cidades do país. Os oposicionistas convocaram para o Dia da Ira, por meio das redes sociais na internet. Hoje, os líbios quebraram a barreira do medo, é uma nova alvorada, disse Faiz Jibril, um dos manifestantes. A organização não governamental norte-americana de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch disse que houve várias prisões durante os protestos. As manifestações incluíram o bloqueio do trânsito em algumas cidades. Porém, a agência oficial da Líbia, a Jana, informou que houve demonstrações de apoio ao governo Kadhafi, que expressaram a unidade eterna com o irmão líder da revolução. Nos últimos dias, o regime de Kadhafi adotou medidas para tentar evitar que se repitam, na Líbia, as ondas de contestação popular, registradas na Tunísia e no Egito, que levaram às renúncias de ambos os presidentes da República. O governo líbio anunciou reajustes dos salários de funcionalismo público e a libertação de 110 presos acusados de pertencer a movimentos religiosos extremistas. No poder desde 1969, Kadhafi, de 68 anos, governa o país depois de ter promovido um golpe militar. Na quarta-feira, os Estados Unidos pediram que o regime do ditador Gaddafi, há 42 anos no poder, assim como os de outros países atingidos por protestos, atendam às demandas sociais. "Os países da região têm o mesmo tipo de objetivos em termos demográficos, aspirações do povo e necessidade de reformas", disse em coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley. Gaddafi governa a Líbia desde 1969, e é o mais veterano líder africano. Agora o país começa a sentir os efeitos das revoltas que recentemente derrubaram ditaduras nos vizinhos Egito e Tunísia.