VLT ou BRT. Qual sistema é melhor para Cuiabá? A discussão está intensa. De um lado temos o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Geraldo Riva, que resolveu defender com unhas e dentes o VLT e vem sendo seu maior incentivador por acreditar que vai ser mais rápido e deixar a cidade mais bonita durante a Copa do Mundo de 2014, não se importando com o preço que o passageiro terá de pagar. De outro lado, estão alguns dirigentes da Agecopa que defendem o BRT, como um modelo mais simples, mais rápido e mais barato. E neste contesto alguém me perguntou o que é BRT. Bem, o BRT é O Bus Rapid Transit é um modelo de transporte coletivo de média capacidade. Constitui-se de veículos articulados ou biarticulados que trafegam em canaletas específicas ou em vias elevadas. É um transporte público mais barato de ser construído do que o metrô e com capacidade de transporte de passageiros similar à de um sistema de veículo leve sobre trilhos. Curitiba foi a primeira cidade brasileira a implantar o BRT, em 1979. Lá, o sistema é orgulho para o curitibano. Atualmente, seus ônibus articulados circulam com 260 pessoas sentadas e lá ninguém fala em metrô. Está certo, Curitiba foi uma cidade planejada, ao contrário de Cuiabá, que nasceu de forma natural. São Paulo também tem seu BRT que funciona muito bem. O primeiro a ser implantado com sucesso foi entre São Mateus, lá pertinho de Itaquera, onde deve acontecer a abertura da Copa, e Jabaquara, próximo ao aeroporto. É conhecido como Fura-fila. Este sistema precisa apenas de canaletas expressas para o fluxo dos ônibus e boas estações, projeto que vem sendo adotado pela maioria das cidades-sedes da Copa. Mas será que é bom para Cuiabá? Já o Light Rail ou veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ou Metrô Leve, ou ainda chamado de metrô de superfície, é um pequeno trem urbano, geralmente movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um "bonde" moderno. A grande vantagem é que produz menos poluição e barulho. Mas tem uma grande desvantagem, a de não ser completamente independente do tráfego e isso pode ocasionar acidentes. E partilhando o espaço com tráfego faz com que a velocidade seja mais baixa. Será que funcionaria bem nas estreitas avenidas de Cuiabá? Onde seriam colocados seus trilhos? É preciso estudar bem estas duas questões para não se jogar dinheiro fora. E não é preciso ficar indo à Europa para ver suas vantagens. Basta percorrer cidades brasileiras como Santos, Campinas, o Cariri ou Curitiba para ver as vantagens e desvantagens dos dois sistemas e o que é melhor para Cuiabá. JONAS JOZINO é editor do Caderno de Esportes do Diário E-mail
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