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ARTIGO
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010, 21h:29

ADMAR PORTUGAL

Uma sexta que parece sábado

Hoje, sábado, 12 de junho de 2010. Só que ontem foi sexta-feira, 11 de junho e estava igual a um sábado. Por que será a semelhança? É que ontem teve início o maior evento esportivo do planeta. A Copa do Mundo da África do Sul, onde 32 seleções se enfrentam em um dos mais importantes torneios futebolístico do mundo inteiro e apesar de o País sede estar a milhões de quilômetros do Brasil e de Cuiabá, a maioria da população se manteve ligada na telinha para acompanhar o confronto de abertura entre África do Sul e México. As ruas e avenidas estavam tranqüilas, sem nenhum congestionamento, pelo menos no período da manhã. Isso porque era um jogo entre seleções sem tradição na Copa do Mundo. O que chamava a atenção do torcedor brasileiro era o técnico do País sede, Carlos Alberto Parreira, que já deu um título ao Brasil. A sua seleção, a África do Sul, participa pela terceira vez e aparece em 90º lugar no ranking da FIFA. Nas duas vezes que participou em 1998 e 2002, não passou da primeira fase. As esperanças dos africanos estão no experiente técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira de 67 anos e que disputa o mundial pela sexta vez. E valeu a pena quem acompanhou o jogo de abertura. O meia atacante Tshabalala, fez o torcedor africano queimar combustível com o sucesso das vuvuzelas e as cornetas que atazanaram os rivais. Aos 9 minutos do segundo tempo Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa. É dele, do país-sede da copa, o gol que vai entrar para a história do futebol mundial. E o que é mais importante, o torcedor pode sim comemorar o gol com muita galhardia, apesar de ser ainda adolescente no poder da liberdade. É que há 16 anos acabou o regime do Apartheid ("separação" em africânder). O Apartheid adotado legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 eleições livres foram realizadas eximindo o regime, acabando de vez com as desigualdades raciais entre negros e brancos. E viva os africanos, país-sede da Copa do Mundo. E o brilho só não foi melhor porque o zagueiro Rafa Márquez estragou a festa africana ao empatar o jogo aos 33 minutos, ofuscando o sonho da seleção anfitriã estrear com vitória na abertura do mundial. A seleção do México já tem melhor tradição no mundial e pela 14ª vez participa, além de ser o país-sede por duas vezes. É o 17º no ranking da FIFA e por duas vezes chegou nas quartas-de-final, em 1970 e 1986. Nunca ganhou do Brasil e Copa do Mundo e nas três vezes que se enfrentaram o Brasil ganhou todas, marcou 11 gols e não levou nenhum. Na próxima terça-feira, dia 15, aí sim, pode se dizer que será feriado nacional com o Brasil em campo. ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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