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ARTIGO
Quarta-feira, 09 de Outubro de 2013, 20h:36

TÂNIA NARA MELO

Último do ranking

Há pouco mais de 60 dias, neste mesmo espaço, abordamos os problemas enfrentados por quem passa pelo aeroporto Marechal Rondon, seja para quem vai viajar ou simplesmente buscar alguém que está chegando à cidade. A situação é dramática mesmo, tanto que o aeroporto conseguiu ficar na última colocação do ranking de qualidade da Secretaria de Aviação Civil. Entre os aeroportos das cidades sedes da Copa do Mundo, o Marechal Rondon é o pior de todos. Convenhamos, chegar ou sair da cidade via Aeroporto Marechal Rondon é, com certeza, uma tarefa árdua que exige acima de tudo muita paciência e bom humor. Do contrário, o nível de stress pode chegar ao máximo e acabar rendendo uma crise de enxaqueca ou qualquer outra coisa do gênero. Para ir ou voltar é difícil dizer qual o trecho das ruas, que estão rota de desvio da Avenida da FEB, que se encontra em pior estado. Tem buracos de todos os tamanhos e a maior parte deles faz morada por ali há muito tempo. Uma visão maravilhosa para os turistas que aqui chegam, principalmente se levarmos em consideração aquela máxima de que ‘a primeira impressão é a que fica’. Para quem chega, o transtorno começa já no desembarque e, se estiver chovendo então, nem fala. Já teve gente que ficou dentro do avião aguardando o tal do ônibus que conduz os passageiros ao setor de desembarque um tempão e quando finalmente pisou em terra firme sequer havia um guarda-chuva ou sombrinha para proteger do aguaceiro. É de doer! Mas se somado a isso o turista tem a ‘sorte’ de aterrissar por aqui em horário coladinho com o de outros voos aí então é um Deus nos acuda. Pode se preparar para exercitar a paciência porque vai precisar dela com certeza. Diferente de outras cidades onde pousos e decolagens ocorrem com intervalos bem espaçados, por aqui o que mais vemos são voos que chegam ou saem com espaço de cinco minutos entre eles, tumultuando a vida de passageiros principalmente no desembarque. A espera pela bagagem parece interminável. Em se tratando da área de estacionamento, que na atual conjuntura é algo inexistente, a cada dia que passa a situação só piora. Com embarque e desembarque funcionando no mesmo pavilhão, o único por sinal, não há espaço para estacionar os carros que vão deixar os passageiros no local. Quando se acha uma brecha, os taxistas já estão a postos brigando pelo espaço. Sem contar os policiais que a gente só vê por ali quando é para aplicar uma multa. Ajudar a melhorar a circulação no local, nem pensar. É lamentável. E o stress só aumenta. A esperança é que quando as obras de reforma e ampliação terminarem _ e a gente torce para que seja dentro do prazo estipulado _, essas questões sejam resolvidas e tenhamos um aeroporto em condições de atender a demanda de passageiros que circulam no Marechal Rondon. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário

Edição EDIÇÃO 16967




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