Acaba de ser desmentida a candidatura de Ueze Elias Zahran, empresário dono da Copagás e concessionário da TVCA, à prefeitura de Cuiabá cujo mandato estará em cima do diamante puro de um milhão de quilates que será a realização da Copa do Pantanal onde Cuiabá figura como uma das subsedes da Copa Mundial de Futebol de 2014. Tal quadro se apresentou porque a TV Centro América de Cuiabá, filiada à TV Globo, fez uma apoteose merecida sobre o evento gostoso e bonito da Corrida de Reis, um rio de orgulho que corre nesta capital por ser mais um gigantesco e válido cartão postal internacional de Cuiabá. Um presente valioso e competente do Canal 4 daqui. O único ponto frágil foi a imposição da matriz Globo em dois importantes fatos. O primeiro, impedir os heróis produtores daqui a transmitirem ao vivo tal façanha, divulgando aquilo que tão bem anunciaram e produziram... Em segundo, a grande frustração do povo em perceber que um monumento como essa corrida, caso fosse no Nordeste e, principalmente na Bahia, seria presenteada com uma transmissão especial, vinte e quatro horas no ar, ao vivo. Aqui em Cuiabá, por causa da chuva, o povo ficou em casa no horário previsto e apenas um desenho animado na tela e bulhufas de transmissão. Nem aqui tivemos transmissão ao vivo. Ou seja, nada de divulgação em nível esperado e merecido, local e nacional, do majestoso acontecimento. Nem nos seus noticiários locais, a TVCA obteve o tempo necessário e também merecido para a divulgação. Muitas reclamações justas por uma coisa bonita e que merecia ser transmitida ao vivo. Até porque, o escândalo benéfico dos anúncios sobre a parafernália dos preparativos, desde câmeras sofisticadas, mesas de montagens e de corte, viaturas com transmissores de última geração, de motos até helicópteros, quase tudo da matriz, conforme ela própria divulgou através de entrevistas com os malabaristas técnicos designados para tal sofisticada corrida, que estiveram a postos. O resultado foi tão virtual quanto decepcionante para milhares de telespectadores frustrados pela imposição nacional que estraga a competência comprovada e invejada daqueles que fazem as TVs locais manietadas pelo organismo oficial do Rio de Janeiro e SP, superatrelado ao Palácio Alvorada de Brasília. Nem local e nem nacional. Só o ronco do helicóptero do nada, dos foguetes circenses e o monumental cheque para a vitoriosa brasileira em seu terceiro e honroso lugar, no valor de cento e cinquenta reais. Todo mundo ficou sabendo por meio de dois sites da Internet que divulgaram o resultado tão escondido de um competente e invejável acontecimento como foi a Corrida de Reis da TVCA de Cuiabá. A divulgação houve, porém antes. Depois, tímida. Como exemplo, os quinze minutos doados aos técnicos da matriz oficial do Alvorada mostrarem o estupendo e caro equipamento que foi (?) utilizado e apenas os três minutos e meio para divulgarem os vencedores quenianos que sempre ganham corridas no mundo e a brasileira de um terceiro lugar (?) com seu enorme outdoor estampado com o valor do cheque de 150 reais que ganhou na corrida quase secreta. Mas, os verdadeiros e invejáveis atletas de verdade da TVCA daqui não decepcionam nunca. Nem precisamos registrar que tiram de letra até críticas do Olimpo. E, aqui entrou o Ueze Zahran, da Rede Mato-grossense de Televisão. O outro concessionário de TV aqui em Cuiabá, Dorileo Leal, da TV Gazeta e também disposto a ser candidato, aproveitou-se da oportunidade e comparou seu trabalho local que é o seu Ibope indiscutível de primeiro lugar em todos os seus programas locais e alfinetou os irmãos Zahran pela dificuldade com as coisas, causas, gente e fatos daqui por imposição da TV Globo da qual a TVCA é uma das filiadas na nação. Tanto Ueze quanto o Dorileo foram diplomatas e discutiram como gente grande, reinando silêncio em seguida. Finalmente, aqui entra o povo que começou a falar em candidatura do Ueze Elias Zahran para prefeito de Cuiabá, já que a turma daqui acaba de mostrar e provar que faz isso a que assistimos, hoje, no Alencastro e adjacências submissas como certa câmara escura de reflexões populares e eleitorais futuras. * PAULO ZAVIASKY é jornalista
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