ARTIGO
Quinta-feira, 09 de Abril de 2009, 20h:10
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DANA CAMPOS
Todos contra dengue
Tem muita gente que acredita que saúde pública é responsabilidade somente do poder público. Pessoas que, qualquer problema que envolva saúde coletiva, pensam logo em criticar os governantes. É óbvio que os homens que detém o poder tem a obrigação de pensar e promover ações em prol da saúde coletiva. No entanto, a sociedade também tem sua parcela de responsabilidade e, desta forma, deve também realizar ações que contribua para a saúde coletiva. É notável que, diante dos casos de dengues que vem sendo registrados em Mato Grosso, especialmente em Cuiabá, as prefeituras tem agido de forma intensa, na tentativa de eliminar o mosquito transmissor da doença. Na Capital, equipes de saúde ambiental tem sido reforçada, parcerias com instituições de ensino estão sendo formadas, dentre outras ações. Mas nada disso adianta, se a população não tomar consciência de que o maior foco da doença está dentro de casa, mais precisamente nos quintais. E para agir contra esse problema, a população independe das iniciativas das administrações municipais. Pois é o cidadão, em ações individuais que podem garantir a não proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegipty. Mas, infelizmente, há cidadãos que não estão nem um pouco preocupados com a situação de risco em que a população está submetida neste período do ano, em que as chuvas são mais intensas e constantes. Não dá para acreditar que ainda há pessoas que impedem o trabalho dos agentes ambientais de saúde. Não dá para compreender a incompreensão, ou melhor, o descompromisso dessas pessoas com a saúde coletiva. Gente com condições financeiras de manter os quintais e terrenos baldios limpos, mas que não os mantém. Cidadãos que ao ver um agente de saúde, impede a entrada dele em sua residência. Mas será que são realmente cidadãos? Não, não deve ser. Pelo menos na essência no que diz o conceito de cidadania pessoa natural que, como membro de um Estado, se acha no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política. Elas devem ser àquelas pessoas que apontam para um governante e dizem que não fazem nada. Mas, e ele, que também é membro do Estado, o que tem feito para melhorar ou mudar as questões sociais em que participa? Tenho expectativas para que essas pessoas encontrem o caminho da civilidade, que tenham iniciativa em prol da sociedade. Pois todos tem que se unirem no combate à dengue, porque o mosquito não escolhe faixa etária, sexo, religião ou raça. Por isso, todos devem se preocupar, pois o mosquito pode bater em qualquer porta, inclusive, na sua. DANA CAMPOS é repórter