A região norte de Mato Grosso mais uma vez será a grande prejudicada nessas audiências, especificamente as cidades apontadas pelo Inpe como as que mais desmataram nos últimos anos. Muitos municípios estão à beira da falência aguardando esse Projeto de Lei que, com certeza, se bem debatido com a sociedade, trará novas perspectivas de melhoria socioeconômica. Há que se preocupar em atender aos anseios dessas regiões, priorizando cada particularidade, pois nas demais regiões os problemas são diferentes. Não creio que os candidatos à reeleição darão prioridade a essas discussões, principalmente aqueles que não estão inseridos dentre os 19 municípios apontados pelo Inpe. Consciência, senhores políticos, este é um grande problema de todo o Mato Grosso, que precisa da união de todos os segmentos da sociedade. Não é justo que 19 municípios agonizem sem ao menos darmos as mãos em apoio. ITAMAR MARTINS BONFIM, funcionário público, Nova Maringá/MT
[email protected] *** Estive na audiência do ZEE de ontem na Assembléia, referente à região de Cuiabá/Várzea Grande, como também na apresentação do ZEE para o Estado feita no Hotel Mato Grosso. Como técnico e acostumado com a linguagem, entendi a explanação e cumprimento os técnicos da Seplan, que participam do estudo desde o início (1988), como também da Sema, que ajudaram no fechamento do trabalho, pelo brilhante resultado e forma de apresentação dos dados. Todos os aspectos sociais, econômicos e ambientais do ZEE estão representados na escala 1:250.000, isto é, 1 cm no mapa e na redação é igual a 2.500 m na área real. Fazendo-se uma analogia, 2.500 metros é a distância entre o Shopping Pantanal e a Avenida Mato Grosso, em Cuiabá. Nesse espaço encontramos (chute) 5 restaurantes, 6 postos de gasolina, 5 lojas de revenda de motos, diversos prédios comerciais e residenciais, diversas garagens de veículos, etc..., tudo isso em 1 cm de representação. No campo, é a mesma coisa, em 1 cm podemos ter 3 cabeceiras degradadas, 3 preservadas, 2 mineradoras de areia, 1 de diamante, 5 chácaras e parte de uma fazenda, entre outras. A representação utilizada (1:250.000) é a certa, já que o Estado é muito grande e quanto maior a escala, mais detalhe, custo e tempo para concretizar, além de que é a escala que será utilizada para o ZEE da Amazônia. Isso posto, o ZEE não tem o objetivo e nem informações para se referir a esta ou aquela propriedade, a este ou aquele setor da cidade e nem a problemas pontuais como lixo, árvores ou inundações como se referiram na audiência. Isso é matéria de Plano Diretor da cidade e não ZEE de um Estado. JOSÉ ROBERTO BORGES MONTEIRO, biólogo - Cuiabá/MT
[email protected] "Pior do que regular" Concordo com o articulista e faço de vossas minhas palavras. Porque acredito estarmos muito equivocados quando o assunto é educação. Primeiramente, quanto ao efeito mercantilista da educação, acredito estarmos atacando a doença sem nenhum critério epistêmico. Isso porque há neste país mais cursos de bacharelado em ciências humanas, como Direito, Medicina, Marketing, etc... do que cursos de exatas, base para que se consiga eliminar a carência intelectual na indústria e nos chamados nichos de tecnologia de ponta. Por segundo, acredito que diplomar o formando, assinalando sua conclusão como uma etapa final do processo, com a falsa idéia de ter alcançado o Everest do conhecimento, é falácia caprichosa e terrível, pois sabe-se que as graduações, seja licenciatura, bacharelado, tecnóloga ou afins, são apenas os primeiros degraus de uma carreira ou atividade intelectual que se estenderá por anos a fio, às vezes por toda a vida. Fiando-se no aperfeiçoamento constante, seja formal, através das ditas pós ou informalmente, na busca incessante por novas informações de maneira autodidata; mantendo, dessa forma, a principal motivação para uma satisfação profissional plena, manter-se atualizado quanto ao ofício escolhido. Nossa educação de massas faliu, talvez desde o início de sua combalida criação, não atende às ansiedades dos que necessitam mudar suas realidades e mantém o estigma de ser suficiente para a formação de um profissional. Novos tempos, novos rumos, sempre foi assim e, provavelmente, enquanto houver raça humana, sempre será. Por isso devemos corrigir os erros, oferecendo para isso soluções com base na nossa realidade, e não importadas de outras culturas com momentos históricos diferentes, para iniciarmos a tão sonhada nação do futuro, que a meu ver somente chegará quando revertermos o quadro perverso do ensino superior, formando elementos abaixo do nível considerado básico e mantendo o problema da educação cada vez pior, visto que, os formados com baixo rendimento povoam as salas de aula, transmitindo suas lacunas de conhecimento para os novos alunos, perpetuando num círculo vicioso nossas falhas educacionais. Sem objetivos bem definidos, dificilmente chegaremos a algum lugar. FLÁVIO BENEDITO DE SOUZA, funcionário público, Cuiabá/MT
[email protected] Ruth Cardoso Gostaria de registrar aqui meu profundo pesar pelo falecimento da professora Ruth Cardoso. Uma intelectual que foi além dos muros da academia, que ousou criar programas sociais nos quais acreditava, ultrapassando dessa forma a fronteira dos debates acadêmicos. Uma esposa de presidente que tinha luz própria e que pela primeira vez trilhou caminho próprio sem depender dos holofotes recebidos pelo marido por força de seu cargo de presidente. Que saudade de uma primeira-dama que não se limitava a acompanhar o marido presidente como a atual ocupante do Palácio da Alvorada, que mais parece um papagaio de pirata! O Brasil muito ganhou com dona Ruth, seja como intelectual, seja como primeira-dama ativista que foi. E muito perde com sua morte, pois era uma mulher de credibilidade, honrada e séria sobre a qual nunca pesou dúvida quanto ao seu caráter. Descanse em paz, dona Ruth Cardoso. Sentiremos saudades! NATAL SANTANA, educador, Cuiabá/MT
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