Neste mês de outubro em várias cidades do país estão sendo realizados fóruns, debates e passeatas com o intuito de alertar sobre o câncer de mama. Hoje, apesar de ter 90% de chance de cura se detectado em fase inicial, o tumor é o tipo mais fatal entre as mulheres. Os avanços na área médica, para reduzir o índice de mortalidade em consequência do câncer de mama, tem sido grande nos últimos anos. É bem verdade que a taxa de sobrevivência a essa doença aumentou, mas sabe-se que ainda há muito trabalho a ser realizado. Embora já seja possível contar com equipamentos de alta tecnologia para o diagnóstico precoce da doença, há necessidade de se investir mais em campanhas de informação para o acesso a esse tipo de exames e também para que mais e mais mulheres se conscientizem da importância do autoexame e da consulta médica anual, mesmo que não haja suspeita ou indícios da doença. É necessário também alertar sobre a importância de hábitos saudáveis que ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A manutenção de um peso saudável e a prática de exercícios físicos ajudam bastante. Além do que, evitar o abuso crônico do álcool e do fumo também são pontos positivos na prevenção da doença. Para as mulheres que já chegaram aos 40 o autoexame e a mamografia devem ser incluídos como exames de rotina. Essa é, sem dúvida, a melhor forma de se obter um diagnóstico precoce e evitar que a doença avance. Descoberto na fase inicial a chance de cura é chega próximo de 100%. Mas não são apenas as mulheres que devem ficar atentas em relação ao câncer de mama. Os homens também não estão livres desse pesadelo, até porque também têm tecido mamário e podem desenvolver a doença. A incidência é menor do que nas mulheres um homem a cada cem mulheres - mas se não diagnosticado e tratado na fase inicial pode levar a morte. Pesquisa recente feita nos EUA revela que em 2012 o número de homens diagnosticados com câncer de mama chegou a 2,1 mil, com um total de 450 óbitos. Pesquisas sobre tratamentos e os avanços tecnológicos vem mudando o prognóstico no caminho da cura, mas a informação e prevenção são com certeza os melhores aliados de homens e mulheres nessa batalha. É preciso estar sempre alerta. *TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário