Orgulho nacional, a Seleção Brasileira de futebol está com sua credibilidade abalada. Antes temida pelos adversários nos quatro cantos do mundo, o time canarinho está sem mostrar força em campo nos últimos anos. Passada a Copa do Mundo de 2006, quando o quadrado mágico formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Adriano não avançou à semifinal da Copa da Alemanha após ser barrada pela França de Zidane, a seleção brasileira lida com jogadores de padrão técnico limitado. Um dos exemplos disso foi a Copa de 2010 na África do Sul, quando Elano se contundiu e foi necessário improvisar o lateral-direito Daniel Alves no meio-campo. O resultado todos sabemos: eliminação perante a Holanda. Quatro anos se passaram e o que deveria ser um favoritismo décadas atrás se tornou em um pesadelo. A goleada histórica dos alemães pelo placar de 7 a 1 expôs a decadência do futebol brasileiro. Antes prestigiado pelos seus craques infindáveis que dariam para montar até quatro times com jogadores espetaculares, o que pode ser observado, por exemplo, na década de 90, quando Marcelinho Carioca, Djalminha, Alex e Ricardinho sequer tinham chances de titularidade, o futebol brasileiro sucumbiu. Essa falência na safra de jogadores é culpa exclusivamente da péssima gestão da CBF que visa apenas à manutenção de contratos milionários com base em glórias do passado acompanhada da péssima administração dos clubes incapazes de se organizar para revelar jogadores com talento diferenciado. Com exceção de Neymar, atacante do Barcelona, qual outro grande jogador brasileiro se firmou nos últimos 10 anos vindo dos clubes brasileiros? Tivemos apenas craques-relâmpagos que se perderam no meio do caminho como os atacantes Alexandre Pato e Leandro Damião, e o meia Paulo Henrique Ganso, que alterna bons e maus momentos. Com a ida do técnico Tite à seleção brasileira em substituição ao troglodita Dunga se espera mais padrão tático em campo que possa se reverter em melhores resultados. E só! O futebol brasileiro precisa urgentemente de um projeto de médio e longo prazos para recuperar seus tempos de glória. E planejamento, infelizmente, não é o forte dos clubes. Está aí o Botafogo, ladeira abaixo, com sua dívida de R$ 731,1 milhões fechada em 2015. RAFAEL COSTA ROCHA é repórter