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ARTIGO
Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010, 19h:37

CLAUDIO DE OLIVEIRA

Revendo posições

Quando me sugeriam isto há alguns anos atrás a minha vontade era esconjurar o sujeito. Como alguém poderia ter uma ideia dessas. Não dá para acreditar que alguém gostaria de perder o título de propriedade da Amazônia. Como? Dividir o estado? Nem a pau! A discussão é tão antiga que nestas mesmas páginas do Diário de Cuiabá outros articulistas como o historiador Lourembergue Alves já falou disso há dez anos. Engraçado que enquanto estamos vivos devemos pensar como disse o meu mestre: Será que estou certo? Pois é. Revendo as minhas posições erodidas pela ineficácia política em gerenciar este gigante chamado Mato Grosso, passo a expor aos amigos leitores o que ando matutando sobre o assunto. Bem. O nordeste brasileiro tem nove estados e a bancada nordestina tem algo em torno de 150 deputados. O estado de Mato Grosso tem oito. Alguém me ajuda porque não quero errar a matemática. Se dividíssemos o estado em três teríamos então 24 deputados porque a bancada mínima tem oito deputados. Ainda assim é pouco, né!? E estamos multiplicando por três. Interessante fica o Senado. Hoje são três senadores para cada estado. No caso teríamos nove. Isto significa 10% do atual número de senadores! Imagina a força que o “estado”, na verdade a região, ganharia. É bem provável que conseguiríamos reverter o quadro totalmente desfavorável do FPE. Hoje a Bahia recebe 10%, MT 1,5% se bem me lembro. Na época que estimou rubrica, Lourembergue falou em "participação do FPE (Fundo de Participação dos Estados) em torno de 400 milhões de reais/ano, mais a arrecadação do ICMS em torno de 35% do total arrecadado em MT, e ainda programas especiais do Governo Federal" só para o estado do Araguaia sua fonte foi então Barbosa no Correio Várzea-grandense. É lógico que alguém pode argumentar, como nos pede o historiador, que seriam mais políticos para roubar, mais corrupção para administrar. Mas também seria mais emprego público, mais concursos, mais tudo. Eu imagino que Cuiabá seria a mais prejudicada porque os novos estados nascem sem dívidas e o Governo Federal ainda nem pagou as dívidas que disse que pagaria em beneficio do estado quando dividiu para criação do MS e continua tomando 23% das nossas receitas para quitar empréstimos antigos. É uma pena que a Constituição (estipula 13%) não reja o Estado, a lei é feita por quem pode e obedecida por quem tem juízo. *CLAUDIO DE OLIVEIRA é jornalista e publicitário, mestrando em Estudos Culturais. Repórter do DC Ilustrado e tem um blog WWW.ponteseportas.blogspot.com. e-mail: [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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