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ARTIGO
Sábado, 09 de Junho de 2007, 14h:04

PAULO ZAVIASKY

República das algemas

A nação, estarrecida, acaba de descobrir que o desajeitado Clodovil é necessário ao Congresso brasileiro. O cabeleireiro e “estilista” teve que cumprir a liturgia necessária para se transformar em político. Primeiro, teve de mostrar muita ignorância social e, segundo, cumpriu o estágio comprobatório rigorosamente exigível hoje para ser um parlamentar que é o de ser, necessariamente, em primeiro lugar, um apresentador de TV. Os bigodudos e as bigodudas do congresso do amém nacional nem sabem que existe um Brasil debaixo de seus narizes. Vivem dançando perante as câmeras da pátria transformando a capital federal nesse negócio escuso. Não é a imprensa que acaba de falar isso. São dados oficiais. O que a imprensa esticou foram as análises dos motivos dessa vergonha social em Brasília. Milhares de garotas marginalizadas pela fome e pela injustiça social tentam ser apresentadoras de TV em nível nacional para, em seguida, serem candidatas a deputadas ou senadoras ou “apenas” serem requisitadas para se tornarem freguesas do pavilhão dos eleitos do congresso nacional onde até o presidente de lá se enrola todo no manto sagrado da putaria onde o povo envergonhado deste país das safadezas toma conhecimento da bigamia cafajeste dessas “lideranças” de papel higiênico. E ainda querem dar conselhos ao Tenente Coronel Chávez, presidente militar da Venezuela. Algumas apenas se tornam prostitutas de “luxo” ou garotas de programas onde os fregueses são os eleitos parlamentares desta atual república das algemas. Isso vale para os dois lados. Do lado feminino há os garotões de programas que fazem até gorduchas dançarem a dança da vergonha em plenário do picadeiro do Clodovil. E tentam descarregar todo esse caminhão de lixo em cima da cacunda do Clodovil que apenas representa – e é – o fruto dessa anarquia brasileira. O pior de tudo é este sentimento de vazio onde o maior líder atual de nossa política passa a ser o próprio Clodovil e a sua falta sentida, por doença provisória, daquele palco onde ele é sinônimo de integridade, respeito, cultura, seriedade, temido e sem rabo (desculpem a nossa falha). E os nossos “congressos” por aqui? A própria câmara municipal cuiabana que debocha de Rondon e de suas conquistas perante a honorabilidade universal sobre o ponto do Centro Geodésico da América do Sul que o mundo inteiro desconhece. Menos nós. Desrespeita outro líder daqui, Filinto Müller, debochando de sua ilustre história cuiabana e mato-grossense perante o mundo que, por questões já descobertas, sempre tentou apagar o brilho de sua estrela. Agora, também descobertos os nomes da quadrilha anti-Müller que rosna contra Cuiabá e Mato Grosso. Sumiram mesmo com o “Palácio Filinto Müller”. A esperança de sempre é o governador Blairo Maggi que em silêncio vem realizando somente tudo para Cuiabá. Em apenas quatro anos já fez por nós muito mais que os setecentos e quarenta e sete governadores do nada. Para o povo. Com as gloriosas exceções tão sabidas. Só resta finalizar esta pesquisa que faço sobre os responsáveis por essa tentativa de homicídio contra as causas e sonhos, lendas e tradições mato-grossenses elaborada nos porões de nosso próprio município e dos legislativos municipal e estadual onde é proibido manter portas abertas a nossa gente e aos nossos próprios valores como bem o diz certa placa numa TV de uma instituição sustentada pelos nossos próprios bolsos onde é proibida a entrada de cães e cuiabanos. * PAULO ZAVIASKY é jornalista. Está no “24horasnews”. Comenta na Rádio Natureza de Chapada(MT) e rede de emissoras

Edição EDIÇÃO 16966




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