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ARTIGO
Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013, 20h:27

ROMILDO GONÇALVES

Reativando a Salgadeira? O povo agradece!

Salgadeira? O que significa Salgadeira? Salgadeira pode significar varias coisas, porém no caso específico de Mato Grosso Salgadeira significa um belo riacho que nasce em uma vereda de águas cristalinas em meio à flora de buritizais - Mauritia vinífera sp, com palmeiras de até vinte e cinco metros de altura. Posicionada no sopé de escarpas e paredões do planalto chapadense a uma altitude de 465 metros encontra-se essa singular fonte de vida e beleza, disponibilizando riquezas, belezas, encantamento... Que precisa ser preservada, admirada e fundamentalmente respeitada por todos. Quem vai subir a serra no sentido Cuiabá, Chapada dos Guimarães, terá no km 45 da MT-251 o privilégio de contemplar um complexo de cachoeiras conhecidas mundialmente como Salgadeira extensiva ao riacho de igual nome. Nesse referencial de paragem, antigos tropeiros e caixeiros- viajantes que ao se deslocarem no sentido norte-sul utilizavam esse espaço como ponto de descanso para a tropa animal e deleite das pessoas nas águas frescas e cristalinas das cachoeiras locais. Outro referencial importante nessa paragem é que ali os tropeiros e viajantes abatiam gado e charqueavam a carne, salgavam-na e punham ao sol para secar, em seguida abastecendo suas mulas de cargas e retomando a caminhada rumo aos seus objetivos. Por isso, o nome Salgadeira. A pergunta agora é: o que esse artigo tem a ver com “reativando a Salgadeira”? Tem, e muito! Em recente dialogo com o secretário de Estado de meio ambiente José Lacerda sobre a política ambiental mato-grossense, gestão, manejo de fogo florestal, educação ambiental educação, focamos nossa conversa sobre a reabertura do complexo da Salgadeira como fonte de lazer e turismo contemplativo para a sociedade mato-grossense e os turistas que aqui aportam. Notei nesse dialogo a maneira franca e inteligente do atual gestor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente que em parceria com outros órgãos estaduais busca alternativas que viabilizem o usufruto desse espaço de contemplação e lazer para a população, sem que haja agressão gratuita ao meio ambiente. É evidente que para reativar esse complexo o poder público e gestores ambientais precisam estar amparados na legislação e na sustentabilidade ambiental. Planejar o usufruto coletivo desse espaço a médio e longo prazos é um dever basilar de gestores e das instituições públicas. Pensando nesse viés a Secretaria de Meio Ambiente integrou a Procuradoria Geral do Estado, Ministério Público Estadual, Secretaria de Estado de Administração, Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo e Secretaria Extraordinária da Copa visando à estruturação, concretização e disponibilização deste bem público ao usufruto racional da coletividade. Reativar essa fonte de lazer e contemplação natural aos mato-grossenses é oportunizar bem-estar a uma população que anseia e merece lazer e diversão. *ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em Fogo Florestal e prof. Pesquisador da UFMT/Seduc

Edição EDIÇÃO 16967




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