Não quero aqui desmerecer os professores que exigem seus direitos trabalhistas, sei ainda que esses incansáveis professores que trabalham nas salas de aulas, fora delas e ainda levam serviço para casa, são verdadeiros heróis, pois sempre deixam boas lembranças na infância e juventude. O caso é que nossos filhos não podem pagar esta conta. O ensino público no Brasil não dispunha de grande qualidade e agora, com se não bastasse, ainda sofre perda de aulas, prejudicando ainda mais o aluno que sem dúvida não terá uma instrução a tempo de concorrer com melhores chances no mercado de trabalho, isso para aqueles que ficarão somente com segundo grau, que é o fim de todos os que não têm condições de pagar uma faculdade particular. Passar no vestibular de uma universidade pública não é para alunos de escola pública ainda que alguns tenham alcançado esse status, isso porque o nível de aprendizagem não se equipara nem em média com as redes de escolas particulares que a maioria da população brasileira não pode pagar. A causa da evasão escolar se dá, entre outros fatores, por o aluno saber que não terá chance alguma de passar em uma faculdade pública, isso se dá principalmente com os alunos do segundo grau. O mercado de trabalho no mundo capitalista não é fácil, a solução para muitos que querem disputar uma vaga no mercado de trabalho é recorrer aos favores políticos para conseguir uma vaguinha talvez por um ano em cargo político e depois quem sabe, passar em um concurso público. Daqueles que não conseguem, a jovem vai trabalhar na lojinha da cidade e o rapaz no mercadinho, no açougue e só. Se os professores soubessem que o salário do empregado com qualificação somente no segundo grau não é lá essas coisas, se doariam mais para seus alunos a fim de vê-los alcançando uma vaga em uma universidade federal ou estadual. Mas o caso é um pouco complicado, quem vai se esforçar por alunos mal educados, que desacatam os professores, com um grau de imoralidade intolerável. Não são todos assim é claro. O fato é que temos professores mais desmotivados a cada momento do que nunca. E isso não é só pelo excesso de trabalho, alguns com 12 horas diárias, mas pelo desgaste com alunos, com pais, com governo, e porque não dizer com os próprios colegas de trabalho. E o que falar da evasão dos professores. Professores que só pensam em gozar sua merecida licença que já tem o direito, e ainda lutam por mais benefícios. E aqueles outros que estão nas salas de aulas presentes no corpo, mas longe de uma aula no mínimo digna de uma classe social sofredora e inferiorizada pela falta de renda. A greve com paralisação total das aulas não é a solução. Esse tipo de greve somente aumenta ainda mais o acúmulo do acumulado sofrimento de professores, alunos e pais. E pode ter certeza que sempre tem algum político espertalhão por detrás de tudo isso. É mais uma vez o caso de políticos usando uma classe profissional para fazer pressão social para destituir alguém do poder. A santa disputa pelo poder. O que será de nossos filhos agredidos pela paralisação das aulas, um desrespeito aos pais e alunos. E ainda pasmem os senhores, os alunos adoram isso. São umas férias a mais no ano. Aonde chegaram os nossos intelectuais da educação? O que é isso? É a vocação nata do professor, do mestre, sendo trocada pela influência do consumismo. Pois seus interesses pelos aumentos salariais são para manter esse maldito hábito. Todavia o aumento salarial e as reivindicações de direitos alcançados são, sim, necessários para muitos professores. Não teria nem uma utilidade meu artigo se não trouxe uma sugestão para a solução do problema aqui apresentado. Primeiro: geralmente os grevistas do ensino público não informam devidamente os pais e alunos, que na verdade são os verdadeiros prejudicados, quais os motivos justificáveis da greve, o que deveria ser feito através de um comunicado com todos os detalhes das reivindicações. Em que isso contribuiria? Com o apoio maciço dos pais e alunos. Segundo: para que não houvesse paralisação das aulas, que isso se daria em última instância, se fizesse uma paralisação parcial com revezamento de professores em salas de aulas mesmo que fosse necessário ajuntar duas salas de aula de uma mesma série ou ano. Terceiro: os professores que não estivessem na escala das aulas e os pais de alunos que foram devidamente informados dos motivos justificáveis da greve fariam as manifestações pacíficas cabíveis para o momento. Fica aqui o meu protesto e a minha sugestão aos nossos amados professores. Um pai de aluno prejudicado. ANTONIO BENEDITO, contador, Chapada dos Guimarães/MT
[email protected] Mato-grossense no mais alto posto do STF Parabéns ao Ministro Gilmar Mendes, e parabéns a Mato Grosso, tenho certeza que ele representará bem o nosso Estado. JOSUÉ JOÃO, assessor administrativo, Cuiabá/MT
[email protected] Tragédia no Pantanal É um momento difícil na vida dos familiares de cada um desses que se encontravam na chalana, pessoas que saíram com o intuito de divertir e acabaram mortos, é muito triste. Mas Deus confortará cada uma das famílias enlutadas. ANTONIO PRAXEDES CAPISTRANO, funcionário público federal, Diamantino/MT
[email protected] Ministério anunciou que vai descredenciar certificadoras E agora José? Gastamos uma grana visando à certificação do rebanho. O governo Lula fez de conta que auditava as certificadoras. As certificadoras faziam de conta que auditavam as fazendas. Aí veio o mico! E agora José, quem leva ferro é o produtor. Pois todos fizeram de conta. Salve o País do fato consumado. JULIO CESAR BARCELOS E MANNA, engenheiro agrônomo/pecuarista, Uberlândia/MG
[email protected] Cargas de veículos também são motivo de farsa Isso é uma vergonha. O patrão, na hora de contratar esses profissionais, precisa ter um critério mais rigoroso para não empregar esses falsos motoristas. MANOEL CAMARGO, Cuiabá/MT
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