ARTIGO
Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014, 20h:40
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KAMILA ARRUDA
Paixão eterna
sou completamente apaixonada pelo que eu faço. Apesar de ser muito cansativo por conta das variações de horários, não me vejo fazendo outra coisa. Eu me descobri com o jornalismo. A vivência na rua, a aproximação com a força popular e o reconhecimento são coisas que me dão mais impulso para continuar. Desde pequena sempre gostei muito de escrever. Era daquelas que sempre escreviam cartinhas para as amigas e familiares. Também gostava muito de me arriscar escrevendo poemas, mas de fato, apesar da minha mãe falar que eram lindos, não eram nada bons. Entrei na faculdade de jornalismo por um acaso do destino, e nisso pude perceber que aquele ditado popular realmente tem fundamento. "Deus escreve o certo por linhas tortas". Ao terminar o terceiro ano, coloquei na minha cabeça que queria fazer publicidade e propaganda. Acreditava que o fato de gostar muito de escrever textos variados significava que eu era uma pessoa muito criativa. De fato, não deixa de ser, mas minha paixão era outra. Cheguei a fazer vestibular para este curso, mas na hora da matrícula troquei para jornalismo. Foi a melhor coisa que eu fiz. Uma paixão eterna. Este ano completei três anos de formada. Durante quatro anos da minha vida tive ao meu lado pessoas maravilhosas, que até hoje fazem falta. Trabalho na área desde o terceiro semestre. Passei por vários lugares. Foi neste período de experiência que comecei a adquirir conhecimento e vivência do que é ser jornalista. Tinha muito receio de não prosperar na profissão quando fazia faculdade. Tinha medo de sair do mesmo jeito como entrei, sem um rumo, efetivamente, traçado. Apesar de gostar muito do curso, meu intuito era me dedicar a concursos assim que terminasse a faculdade. Talvez tivesse esse pensamento por influência dos meus pais, que são servidores de carreira do Estado e afirmavam que só passando em um concurso eu teria estabilidade financeira. No entanto, foi passando o tempo e a paixão pelo jornalismo foi crescendo ainda mais. Em quatro anos de faculdade passei por algumas assessorias de imprensa, três redações e duas revistas. Só não tive experiência em televisão, e confesso que me arrependo um pouco disso, mas nunca gostei muito também. Foi com esta vivência que minha cabeça foi mudando. Eu percebi que não é preciso passar em concurso para ter estabilidade. Além do mais, do que adiantaria eu garantir uma vaga vitalícia no Estado se não estava fazendo aquilo de que eu gostava? Resultado de tudo isso? Saí da faculdade com dois empregos. Hoje posso dizer, com todas as letras, que sou muito feliz e realizada na minha profissão. KAMILA ARRUDA é repórter