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ARTIGO
Quarta-feira, 16 de Março de 2011, 21h:10

ADMAR PORTUGAL

Ou vai ou racha!

Hoje é o dia D para Mixto e Operário no Campeonato Mato-grossense. Das seis equipes do grupo, duas rebaixam para a segunda divisão. O Alvinegro ainda está um ponto melhor que o ‘Chicote’. Mesmo assim, ainda tem o fantasma da zona do rebaixamento na cola. Porém, depende das próprias pernas para fugir do descenso e garantir uma das quatro vagas à próxima fase. Hoje enfrenta o Sorriso, terceiro colocado com 10 pontos e precisa de, pelo menos, um empate. Já o Operário tem pela frente o líder Luverdense. Ambos jogam fora de casa. Depois do Sorriso, o Mixto ainda tem pela frente o classificado Luverdense e, por último, o Sinop, todos no Dutrinha. Dependendo dos resultados, o Sinop pode ser uma presa fácil. O que não pode acontecer no alvinegro é a falta de estabilidade do elenco, com freqüentes anúncios de novas contratações e também o de demissões, o que vem prejudicando a equipe. Ontem, foi anunciado que o ex-presidente Reginaldo Amorim é nome certo para assumir a presidência do alvinegro em eleição a ser realizada nesta sexta-feira. E antes mesmo de definir a nova diretoria, notícias sobre a possível demissão do técnico Arildo Berdum já foram divulgadas. Tudo vai depender do resultado do confronto desta noite em Sorriso. É pura demagogia de quem anda espalhando essa notícia. Arildo Berdum assumiu o clube com o time montado e ainda não teve tempo suficiente para desenvolver um trabalho que tenha sua marca. E todos que cercam o Mixto têm memória curta, pois se esquecem que foi Arildo quem deu o último título ao clube, em 2008. Já a situação do Operário é mais delicada e somente um milagre pode tirar o ‘Tricolor de Várzea Grande’ da Segunda Divisão do Futebol Mato-grossense. Uma pena! Mas a realidade é essa. Único clube a representar a segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso não tem o apoio merecido da classe política e empresarial do município. A cada ano é a mesma promessa e nada de concreto. Aparecem muitas pessoas de bem que se dizem operarianos, em condições financeiras de ajudar o clube que representa as cores da cidade em suas camisas, porém, ficam de braços cruzados. Foi preciso vir um empresário de fora do Estado para ajudar o clube e mesmo assim ainda é criticado. O Operário na pior situação que está no momento, ainda é o principal carro chefe na divulgação do nome da cidade de Várzea Grande para o Estado, para o Brasil e para o mundo. O futebol mato-grossense, apesar de não ter o futebol que merece, pelo menos temos árbitros que fazem parte do quadro da CBF e até da Fifa, com Wagner Reway recebendo seu escudo em uma solenidade singela e simples, mas de uma importância sem tamanho não somente para o futebol do Estado como de todo Mato Grosso. ADMAR SILVA DE PORTUGAL é jornalista e-mail: [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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