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ARTIGO
Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 20h:54

EVALDO COSTA

Os chineses estão chegando

Atualmente, quantas marcas de carros e utilitários operam no Brasil? Cinco, seis, sete, oito, nove ou dez? Pense mais um pouco antes de responder. Há poucos anos atrás, não tínhamos nenhuma marca chinesa por aqui, mas logo perceberam as oportunidades e sem alarde, começam a ocupar os espaços existentes no mercado. Em 2002, quando eu comecei a organizar missões técnicas à China, as marcas de lá eram novidades e ninguém daqui, naquela época, poderia prever que elas estariam tão rapidamente nas ruas Brasil afora. Pois bem, se você respondeu oito acertou na mosca: Chery, Chana, Jac Motors, Lifan, Effa, Great Wall, Shenyang Brilliance Jinbei Automobile e Hafei, são representadas por seis empresas brasileiras. Não estamos considerando motocicletas, caminhões e equipamentos de movimentação de cargas e uso industrial, pois ai o número seria no mínimo, o dobro. Alguns dos modelos chineses vendidos, ou prestes a desembarcar no mercado nacional, são: Face, Tiggo e Cielo da Chery; o Cargo da Chana; o J3, J5 e J6 da Jac Motors; o Lifan 320 e 620 da Lifan; o M100, van e Picape da Effa; a Towner e a Topic e a Picape Cabine Dupla da Hafei ambos representados pela CN Auto. As marcas mais recentes a aportar no país são a Great Wall, que acaba de registrar no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial – a patente de dois modelos, um SUV de porte médio e um sedã médio-grande chamado Haval SC60 e do outro sedã Voleex C70. Não se sabe, no entanto, quando os dois modelos serão comercializados por aqui. Recentemente, a Shenyang Brilliance Jinbei Automobile, representada no Brasil pela CN Auto, informou que os primeiros carros da marca, hatches FRV GL e FRV Cross, serão vendidos no Brasil. No entanto, não há promessa de preços baixos, mas sim, de alta qualidade, já que a montadora compartilha sua fábrica na China com a BMW. É aguardar para ver no que vai dar. As vendas dos modelos chineses ainda são acanhadas no Brasil, mas pelo menos dois fatores levam a crer que não será sempre assim. Um deles é que os chineses trabalham com o princípio de produção em grande escala e o outro é que fabricam carros com preço mais baixo, justamente para atender as classes de menor poder aquisitivo. Mas, ainda é cedo para saber se eles vão mesmo abocanhar parcela significativa do mercado doméstico. No entanto, qualquer que seja o quadro, quem tem alta participação no mercado deve se preparar para enfrentar uma concorrência muito mais forte do que as dos dias atuais. Não demora muito e vender um carro será como vender geladeiras, TV ou fogões: será possível encontrá-los nos mais diversos modelos e preços a cada esquina. Quem agradece é o consumidor que terá muito mais opções de escolha. *EVALDO COSTA - escritor, conferencista e diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil www.carroeletriconews.blogspot.com/www.icbr.com.br/[email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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