São várias as formas e maneiras para que uma cidade passe a ser considerada uma grande metrópole. Os principais ingredientes para tal conceito dizem respeito às edificações, às grandes vias e avenidas, aos shoppings e ao comércio em geral. Mas, não é tudo. Está muito longe disso. Existe, também, o fator humano, que está estritamente ligado ao que chamamos de bagagem cultural que alimenta a alma e nós dá uma visão mais ilusionista que materialista de tudo que nos cerca, de tudo que vemos e tocamos. E uma delas, que sem dúvida preenche a alma dos apaixonados por música - principalmente dos amantes das velhas canções -, está no ar. Desde a sua inauguração não recordamos a data -, a Capital de todos os mato-grossenses ficou mais leve. Mais romântica. Mais lírica. Sucessos cantados por Frank Sinatra, Neil Diamond, Johnny Mathis, Gloria Gaynor e conjuntos consagrados como Service Secret, Rolling Stones, Beatles, Scorpions e tantos outros passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Quem nas décadas de 60, 70 e 80 não se deliciou com Just Imagine, de Gleen Michael; Destiny, de Julian Grey; e Too Many Lonely Hearts, de Petula Clark. Isso sem falar nos nacionais, como Cazuza, Caetano Veloso, Zélia Ducan, Engenheiros do Havaí, Capital Inicial, Raul Seixas e assim por diante. Uma sugestão, já que ainda não ouvimos afinal, não temos como ficar 24 horas ao pé rádio -, seria a inclusão na programação de artistas como Miltinho, Agnaldo Timóteo, Silvinho (o do Ursinho Blaublau, como o que canta Sonhar Contigo, Quem É), Os Incríveis, The Youngster, Renato e seus Blue Caps, Leno e Lilian, Jane e Erondi e o Trio Ternura. E se completaria tranquilamente com as grandes orquestras - Ray Conniff, Paul Mauriat, Shadows, Tijuana Brass -, os trompetistas Eddie Calvert, Herb Alpert, Bert Keampfert e os lendários Engelbert Humperdinck entre seus sucessos está A Man Without Love, e Tom Jones. Quantos momentos felizes passados ao som desses monstros sagrados da música? Ao contrário do que muitos pensam, recordar não é relembrar o passado ou sofrer. Recordar é viver! Estamos falando da rádio Centro América FM 99,1 -, que chegou em boa hora, pois estávamos órfãos desde que a Rádio Clube saiu do ar (por motivos estranhos, mas que não cabe a nós, aqui, discutir). Era o segmento que faltava para dotar Cuiabá de todos os ritmos musicais. E a 99,1 tem tudo para continuar brindando seus assíduos ouvintes, aqueles de carteirinha, com o fino da música. ROSIVALDO SENNA é editor de Nacional, Internacional e Veículos do Diário
[email protected]