ARTIGO
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012, 19h:31
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EDUARDO PÓVOAS
O ponto negro
Li dias atrás uma mensagem maravilhosa que reanima qualquer cidadão que porventura esteja passando por momentos difíceis na sua vida. É a história de um professor que passa aos seus alunos em uma página branca, um ponto negro no meio dela para que os jovens estudantes façam uma dissertação sobre o que acabaram de receber. Muitos só se lembraram de citar o ponto negro sem dar importância na maior parte da página que estava em branco. Assim está o VLT aqui em Cuiabá. Parece ser esse meio de transporte o ponto negro da página. Como vamos ficar nós, munícipes, e como ficará a cidade após a implantação do mesmo pouco importa, pois mais importante que o interesse de quase um milhão de habitantes é o ponto negro, ou seja, prováveis interesses financeiros por parte de um, dois, três ou mais pessoas. Tá na hora de os zeladores do dinheiro público se atentarem por um asfalto realizado há menos de dois anos entre Cuiabá e a Serra de São Vicente que está se esfarinhando a cada dia. Começou uma lenta e irritante recuperação do posto da Polícia Rodoviária Federal em direção ao distrito industrial provocando infindáveis paralisações do tráfego e de pouquíssimo resultado. É salutar que se exija de quem o executou, e sem nenhum ônus ao poder público, pois a obra já deve ter sido paga, os reparos necessários para que os usuários que por ali trafegam não sofram acidentes graves como tenho visto com os buracos que começam a aparecer em larga escala, na parte velha e também na nova feita nestes dias. Não só do posto da Polícia Rodoviária para cá, e sim de lá até a subida da Serra de São Vicente onde o pavimento esta desaparecendo. Com a palavra, o Dnit. Deixem o VLT sossegado. Os prováveis ladrões de parte dessa dinheirada toda que a imprensa divulga, que sejam colocados na cadeia no seu devido tempo. Houve pouca participação de quem deveria zelar por isso nesse processo? O que leio e escuto foi que não! Quando passo pela avenida Fernando Correa no trevo da UFMT paro meu carro admirando boquiaberto as obras ali executadas. A emoção de quem nasceu e criou nesta cidade ao ver a instalação dessa maravilhosa obra é totalmente diferente daquela sentida por alguém que não sofreu com os apagões da Efla, por quem não conheceu a poeira infame do Pico do Amor e por quem tinha que esperar até às cinco ou seis horas da tarde para apanhar seu jornal (se o avião trouxesse) na banca do Sebastião. Os abutres domésticos estão calmos. Faz dia que não leio nada agourando as obras da Copa por aqui. Mas ganhamos um abutre nacional que pega no pé de Cuiabá semana, sim; semana, não, inconformado por nossa cidade ganhar esse moderno meio de transporte em detrimento de cidades de ponta do nosso país. Continuam achando que por estas bandas ainda se desvia de onças no meio da rua. O dinheiro público deve ser mesmo bem fiscalizado, diretamente proporcional à tranquilidade daqueles milhares que desfrutarão do seu bom uso. Portanto, bom-senso se faz necessário quando uma capital que está há quase trezentos anos à espera de obras desse naipe e com uma situação ímpar de recebê-las, nos critérios de paralisação delas. Óbvio que não se pode aceitar, mesmo sendo obras dessa magnitude, irregularidades na sua contratação. Cadeia para quem foi hipoteticamente beneficiado por parte desse dinheiro é o que queremos. Mas, onde estão os ladrões? A sociedade precisa conhecê-los. Ou é o tempo exíguo para finalizar a obra apontada por bolas de cristal que ninguém conhece o motivo da insistência pela paralisação? *EDUARDO PÓVOAS - cidadão cuiabano