LÍCIO A. MALHEIROS
O Século XXI está sendo marcado por uma parafernália de máquinas e equipamentos ultramodernos, como câmeras de vídeos, computadores, retroprojetores, circuito interno de TV, GPS (sigla em inglês para sistema de posicionamento global), todo esse aparato tecnológico tem como finalidade principal dar maior comodidade às pessoas e elevar o índice de segurança nas grandes capitais do país. O avanço tecnológico se dá em função da própria necessidade do homem moderno, e isto acontece em todo mundo, mais principalmente em países do terceiro mundo, onde a má distribuição de renda, falta de política pública mais inclusiva, e o próprio índice de corrupção exacerbado, são fatores determinantes para o aumento crescente da violência e maior incidência de roubos, furtos e atos de violência contra a vida. A tecnologia vem se mostrando uma forte aliada no desenvolvimento de ferramentas inteligentes na área de segurança, como é o caso dos sistemas eletrônicos de monitoramento, que permitem uma fiscalização em tempo real, e têm servido para elucidar crimes, seqüestros, roubos e agressões a pessoas, além de flagrar outros crimes corriqueiros. Toda essa gama de compromissos e responsabilidades às vezes leva os indivíduos a serem acometidos por uma anomalia chamada síndrome do pânico, que é uma extrema ansiedade, também conhecida como ataque de pânico, podendo durar de alguns minutos a horas, e variando em intensidade ou sintomas específicos, no decorrer da crise (como rapidez nos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável), desencadeando externamente nos indivíduos sintomas oriundos de experiências sociais negativas, como vergonha, estigma social, ostracismo etc. Esse processo de insegurança, de falta de confiança e a própria turbulência do dia a dia levam as pessoas de bem a terem que viver enclaustradas como presos, ou lançar mão dessa tecnologia que às vezes agride, mas que se tornou um mal necessário, prova disso foi a exibição de domingo, no Fantástico, de câmeras instaladas em hotéis luxuosos, que possibilitaram a descoberta de pessoas bem vestidas cometendo roubos e furtos, na maior cara de pau sem se incomodarem com as câmeras; felizmente, alguns desses gatunos engravatados foram presos e tirados de circulação. A tecnologia permitiu, ainda, detectarmos uma cena lamentável, animalesca e revoltante, a partir das imagens mostradas por câmeras que monitoravam o interior de uma residência, onde os proprietários desconfiaram de maus tratos a um idoso da família, em função do surgimento de hematomas pelo corpo. A instalação mostrou uma sucessão de agressões praticadas por dois monstros, disfarçados de seres humanos, agredindo de forma sistemática um senhor idoso, atirando-o ao sofá de forma grosseira, e desferindo-lhe tapas e ponta pés, numa cena que chocou toda população brasileira, que ficou estarrecida com tal situação. E essa insegurança não pára por ai, dada a grande violência que assola as grande capitais do país, agora virou moda a blindagem, termo este antigamente conhecido para salvaguardar ou proteger este ou aquele político como a visão clara de fisiologismo partidário. Hoje, porém com esse grande índice de violência, blindagem agora é a tecnologia usada especialmente em veículos para proteção pessoal contra arma de fogo, criada para guerra, a inovação em pouco tempo alcançou os grandes centros urbanos, de países com altos índices de violência, como o Brasil e Bolívia. E não parou por ai agora os prédios dos altos executivos também estão sendo blindados, coitada da população pobre do nosso país, que vivem na linha de tiro entre traficantes e policia, por morarem em favelas onde impera a lei do silencio. Pare o mundo quero descer. * LÍCIO ANTONIO MALHEIROS é professor, geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior
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