NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010, 19h:15

TÂNIA NARA MELO

Muita responsabilidade

Bem que tentei escrever sobre algo que não nos remetesse a dura tarefa que teremos no domingo de decidir que rumo queremos para o futuro do país. Depois de um bom tempo de escreve, deleta, escreve, deleta, vi que não tinha jeito mesmo: o assunto do momento é a eleição do novo presidente da República. Dilma ou Serra, quem escolher? Embora pareça simples escolher, afinal foram meses de propaganda, com dezenas de promessas de ambos os lados, decidir o que é o melhor para o país não é tarefa nada fácil. Antes de optar pelo azul ou vermelho – o país se dividiu em cores nessa eleição -, mesmo porque o verde já saiu da disputa e achou por bem ficar em cima do muro e não dar seu aval a nenhum dos seus adversários, é preciso analisar bem as propostas dos postulantes a comandar o destino do país nos próximos quatro anos e avaliar se de fato elas podem se tornar algo concreto. Nessa fase do ‘eu prometo’ muito do que se fala não passa de fantasia, na tentativa de dar ao eleitor a sensação de que ele de fato vai ter mais saúde, mais educação, mais segurança, mais transporte, mais moradia e muitos outros mais, mais, mais. É bem verdade, não há como negar, que tanto Dilma quanto Serra estão cheios de boas intenções para melhorar vida dos brasileiros. Mas todo mundo também sabe que de boas intenções o inferno está cheio. Então é preciso separar o joio do trigo, pesar os prós e os contras e fazer sua opção. Difícil? É difícil mesmo, todo e qualquer ato que requer um mínimo de responsabilidade nunca é fácil, e o ato de votar em alguém que vai fazer as escolhas sobre o que é melhor ou pior para as nossas vidas requer muita, muita responsabilidade. Ao apertarmos o botão na urna eletrônica estamos passando uma procuração de plenos poderes ao escolhido, sem direito a revogação. Talvez seja por essa responsabilidade que muitos eleitores tenham optado por viajar nesse final de semana – feriadão é algo que brasileiro não dispensa – e ao invés de votar irão justificar o voto. Não votando ele transfere aos outros a responsabilidade da escolha e justifica isso com o uso de velhos chavões do tipo ‘um voto apenas não faz diferença’ ou ‘o resultado já está definido mesmo, meu voto não vai fazer falta’. Ledo engano, qualquer voto pode fazer a diferença. Afinal, se somarmos todos esses votos justificados o resultado pode ser surpreendente. Antes de ‘pegar a estrada’ seria bom o eleitor refletir sobre o que de fato quer para o país – pensar na coletividade de vez em quando não faz mal à ninguém – e decidir se ele quer fazer parte do processo democrático ou fazer tal qual Pilatos e simplesmente ‘lavar as mãos’. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião tâ[email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL