Bem que tentei escrever sobre algo que não nos remetesse a dura tarefa que teremos no domingo de decidir que rumo queremos para o futuro do país. Depois de um bom tempo de escreve, deleta, escreve, deleta, vi que não tinha jeito mesmo: o assunto do momento é a eleição do novo presidente da República. Dilma ou Serra, quem escolher? Embora pareça simples escolher, afinal foram meses de propaganda, com dezenas de promessas de ambos os lados, decidir o que é o melhor para o país não é tarefa nada fácil. Antes de optar pelo azul ou vermelho o país se dividiu em cores nessa eleição -, mesmo porque o verde já saiu da disputa e achou por bem ficar em cima do muro e não dar seu aval a nenhum dos seus adversários, é preciso analisar bem as propostas dos postulantes a comandar o destino do país nos próximos quatro anos e avaliar se de fato elas podem se tornar algo concreto. Nessa fase do eu prometo muito do que se fala não passa de fantasia, na tentativa de dar ao eleitor a sensação de que ele de fato vai ter mais saúde, mais educação, mais segurança, mais transporte, mais moradia e muitos outros mais, mais, mais. É bem verdade, não há como negar, que tanto Dilma quanto Serra estão cheios de boas intenções para melhorar vida dos brasileiros. Mas todo mundo também sabe que de boas intenções o inferno está cheio. Então é preciso separar o joio do trigo, pesar os prós e os contras e fazer sua opção. Difícil? É difícil mesmo, todo e qualquer ato que requer um mínimo de responsabilidade nunca é fácil, e o ato de votar em alguém que vai fazer as escolhas sobre o que é melhor ou pior para as nossas vidas requer muita, muita responsabilidade. Ao apertarmos o botão na urna eletrônica estamos passando uma procuração de plenos poderes ao escolhido, sem direito a revogação. Talvez seja por essa responsabilidade que muitos eleitores tenham optado por viajar nesse final de semana feriadão é algo que brasileiro não dispensa e ao invés de votar irão justificar o voto. Não votando ele transfere aos outros a responsabilidade da escolha e justifica isso com o uso de velhos chavões do tipo um voto apenas não faz diferença ou o resultado já está definido mesmo, meu voto não vai fazer falta. Ledo engano, qualquer voto pode fazer a diferença. Afinal, se somarmos todos esses votos justificados o resultado pode ser surpreendente. Antes de pegar a estrada seria bom o eleitor refletir sobre o que de fato quer para o país pensar na coletividade de vez em quando não faz mal à ninguém e decidir se ele quer fazer parte do processo democrático ou fazer tal qual Pilatos e simplesmente lavar as mãos. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião tâ
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