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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 21h:37

ALECY ALVES

Mixtense, desde sempre

Não me recordo de ter ido a um estádio de futebol torcer para outro time senão pelo meu eterno e querido Mixto Esporte Clube. Sou torcedora desde a época em que o plantel mixtense era formado por craques como Gonçalves, Toninho e Nelson Vasquez. Época, quase no final da década de 70, em que o clube tinha uma sede, ficava no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com Rua Marechal Deodoro, a menos de 200 metros do Restaurante Casarão, na Rua Cândido Mariano, onde os jogadores almoçavam. Na adolescência, com 15 anos e trabalhando ao lado desse restaurante em meu primeiro emprego, como recepcionista do escritório de advocacia que o então presidente da OAB-MT doutor Agenor Ferreira Leão compartilhava com o advogado, poeta e professor Benedito Sant’Ana da Silva Freire, via os ídolos do meu time chegando e cada vez me sentia mais mixtense. Nas décadas seguintes acompanhei as glórias mixtenses assim como o retrocesso e o abandono imposto ao time por conta da falta de responsabilidade e compromisso dos gestores públicos, próprios torcedores e, mais ainda, dos dirigentes do futebol mato-grossense. Portando, na condição de torcedora e cidadã apaixonada por essa terra tanto quanto pela vida, tenho autoridade e o direito de dizer que tem gente criticando demais e fazendo de menos pelo Mixto. Tenho ouvido e assistido cotidianamente políticos que tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram; jornalistas, radialistas, torcedores e outros mais sentados em poltronas confortáveis de ambientes com ar condicionado, destilando veneno e esbravejando contra aqueles que estão trabalhando na tentativa de reerguer o Mixto e, consequentemente, o futebol mato-grossense. Ser crítico é a mais fácil entre todas as atividades que alguém possa exercer. Digo mais: apontar culpados ou crucificar alguém pelas derrotas do time certamente é uma boa maneira de pensar, apenas pensar, que está prestando algum serviço ao time ou a sociedade cuiabana, enquanto saboreia as benesses do poder e dos holofotes. O diretor de Futebol, Gerson Lopes, um grande nome mato-grossense no futebol brasileiro, tem sido um dos principais alvos dos “aparecidinhos”. Gerson é digno de respeito e confiança não somente como cidadão, mas por sua trajetória como jogador. Na verdade, a equipe toda precisa de tempo para acertar o time e começar a trazer as vitórias que há tantos anos esperamos. Afinal, o Mixto passou décadas esquecido. Até a sede o time perdeu. Ou alguém se esqueceu disso? ALECY ALVES é repórter

Edição EDIÇÃO 16967




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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