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ARTIGO
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 19h:56

TÂNIA NARA MELO

Mais responsabilidade

Estamos no período de carnaval, época em que muitos motoristas abusam da velocidade e insistem em manter a prática que une bebida e volante, com conseqüências trágicas na maior parte das vezes. As ocorrências com os condutores de motocicletas são ainda maiores. É preciso mudar esse quadro o quanto antes. Mato Grosso desponta no cenário nacional como o segundo colocado no ranking de mortes no trânsito. Já passa da hora de mudarmos essa situação, pois o que temos hoje nas ruas de Cuiabá parece ser uma verdadeira roleta russa. Assim é o trânsito nas ruas Da capital, onde o índice de acidentes é motivo de muita preocupação. Basta ver o número de ocorrências, e em dia de chuva a incidência é bem maior. Mas o que mais assusta mesmo é que a maioria desses acidentes poderia ser evitado, se houvesse um pouco mais de responsabilidade por parte dos motoristas e motociclistas. Aliás, os motociclistas merecem um capítulo à parte nessa questão, pois eles muitas vezes parecem acreditar que as leis de trânsito não foram feitas para quem trafega em duas rodas, tantas são as manobras perigosas e o desrespeito a sinalização e aos pedestres praticadas no dia-a-dia nas ruas da cidade. Em alguns casos, a sensação que se tem é de que alguns parecem não ter o mínimo amor à própria vida, o que dirá o respeito à vida alheia. O trágico saldo de ocorrências no trânsito é na maioria das vezes resultado de duas infrações graves: direção perigosa e álcool. Ou seja, ou o motorista estava alcoolizado, ou trafegava em alta velocidade. Ou pior, estava alcoolizado e dirigia em alta velocidade, o que faz do veículo uma verdadeira arma nas mãos de alguém nessas condições. Mas, não bastasse a questão da direção perigosa, principalmente envolvendo jovens, a cidade ainda enfrenta um sério problema no que diz respeito à sinalização. Outra questão é o desrespeito dos coletivos às regras mais básicas de trânsito. Até porque, não é preciso enfrentar os horários de pico para verificar que boa parte dos ônibus do transporte coletivo ocupa praticamente todos os espaços das ruas, em especial nos cruzamentos, na ânsia de chegar mais rapidamente ao terminal de passageiros. Os que estão na pista da esquerda querem mudar para direita, e os da direita querem trafegar na esquerda, num verdadeiro ziguezague em meio aos carros menores, que ficam sujeitos a uma colisão. O desrespeito é total e a fiscalização é precária. A questão do trânsito é grave e exige uma mudança de comportamento por parte de todos, tanto para quem trafega em quatro ou duas rodas e para os pedestres que também devem respeitar a sinalização. Cada um fazendo sua parte com responsabilidade fará com que muitas vidas sejam preservadas. Precisamos de um trânsito mais consciente. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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