O deputado Maksuês Leite (PP) está passando por um inferno astral que não se deve desejar nem para um inimigo, daqueles mortais. Deve estar arrependido até o último fio de cabelo por ter, num momento de amnésia completa, desistido da pré-candidatura à Prefeitura de Várzea Grande. Era líder nas pesquisas, contava com o apoio da população, que cansada da oligarquia da família Campos, clamava por mudanças. Foi realmente um desastre a decisão do parlamentar, que pagará caro por isso nas próximas eleições. Conhecendo um pouco o deputado e sua história política, acredito que ele esteja neste momento arrasado com a intempestiva decisão de pular do barco. Maksuês, desde os tempos em que sua tia, Zilda Campos, era deputada estadual, sonhava em fazer carreira política. Era um sonho que não escondia de ninguém. Chegou a largar o emprego em uma TV para se dedicar à carreira. Seu sonho sempre foi ser prefeito de Várzea Grande, sua cidade natal. Portanto, abdicar desse sonho, exatamente no momento em que liderava as pesquisas, quando contava com o apoio de vários partidos e tinha tudo para romper o poder da família Campos na Cidade Industrial foi, no mínimo, estranho. Vi alguns folhetos apócrifos que dizem que o nobre parlamentar se vendeu e por alguns bons dinares como se dizia na época de Judas para sair da disputa. O parlamentar nega. Mas, convenhamos, fica difícil não ligar a possibilidade de uma negociata para desistir de uma disputa quando se é líder. Mas, dizem que em política vale tudo. Será??? Acho que Maksuês, que conseguiu indicar sua mulher, Mara Rúbia, para vice-prefeita de Júlio Campos, deu um chute no próprio traseiro, ou se quiser, caiu de quatro no formigueiro. Vai ser difícil para até se eleger síndico de prédio. A decisão de desistir, tão desconcertante, não será esquecida, jamais, pelo eleitor de Várzea Grande, principalmente aquele que depositava no deputado-apresentador, que pregava a mudança, uma atitude tão mesquinha. Teria sido muito mais fácil se manter na campanha, ou fingir que estava em campanha, sem comparecer a comícios, reuniões, de dar tapinhas nas costas dos eleitores, perdendo assim a eleição, do que sair da forma como saiu. Optou em ser um defunto político ou um Maksu-ex. É uma pena. Um político jovem, cheio de vontade, com apoio popular incomum terminar nesta situação, sendo chamado de vendido, de defunto político e tantos outros adjetivos nefastos. É uma pena que a política ainda seja feita desta forma. Mas, felizmente resta um consolo: o eleitor dará o troco nas urnas. Um dia ele aprende. JONAS JOZINO é editor de Esportes do Diário
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