A globalização e o avanço tecnológico, atrelados às melhorias por elas oferecidas, nos remetem a pensamos que a tão falada e propalada globalização, que significa: universo de diversidades e tem sido cada vez mais facilitada pelos avanços tecnológicos que ocorrem cada vez mais velozes em nosso século a serviço dos homens, permitiram uma melhoria substancial em nossas vidas. Tais ações permitiram que os russos desenvolvessem um carro altamente moderno e competitivo, denominado Land Rover. A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo 2014 (Secopa), adquirir apenas 10 Land Rovers a um precinho simbólico, o valor R$ 14 milhões, tendo como justificativa, a utilização dos mesmos para executar, serviços de proteção e vigilância dos 983 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia. A aquisição das Land Rovers, segundo informes proferidos pelos dirigentes da recém criada Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo 2014 (Secopa), dão conta, de que a compra dos mesmos teria sido efetivada, respaldado no Artigo 25, inciso I da Lei de Licitação 8.666 e, que os valores pagos seriam compatíveis com os de mercado, será? Esta Lei pode até ser legal, mais é imoral sob todos os aspectos, por agredir os princípios da ética da moral e do zelo com o dinheiro público. Não estamos falando de paraísos fiscais, Ilhas Cayman, Ilhas Cook, Belize, Cingapura, Chipre, etc. Falamos de Brasil, país em desenvolvimento sim, mais que ainda apresenta problemas estruturais históricos, como o caos na saúde pública, na educação, segurança pública; não podemos nos dar ao luxo de gastar nosso dinheirinho suado, com luxuria e ostentação. E quem mais uma vez irá pagar essa conta altíssima, é a própria população, e todos nós sabemos disso, sem falar, que dinheiro não dá em árvore. Outra questão emblemática envolvendo a aquisição desses automóveis recai sob a justificativa, de que os mesmos serão utilizados para patrulhar a fronteira seca de 983 quilômetros existente, entre Mato Grosso e Bolívia. Só que, a questão de fronteira, trata-se de soberania nacional e, como tal, é prioridade do Governo Federal, em criar políticas públicas voltadas a atender as suas reais necessidades de fiscalização, em caso do Estado fronteiriço apresentar folga de caixa, ai sim poderia propiciar uma contrapartida, mais não dessa monta e, o que é pior sem licitação. Esta ação por parte da (Secopa), pode até representar a quebra de um paradigma, só que a um preço muito alto, levado em consideração a situação do povo cuiabano e mato-grossense, que se encontra em verdadeira petição de miséria, (com pessoas, morrendo a míngua nos corredores dos prontos-socorros). Outra questão envolvendo o tema fronteira, que é do conhecimento de qualquer leigo no assunto, assim como eu. Não adianta apenas e tão somente, investimentos vultosos em carros modernos com tecnologia de ponta, sendo que o material humano o policial, que além de pouco preparado, falta a eles um trabalho de inteligência, visando dar maior celeridade aos processos de apreensão de drogas, como também na recuperação de carros roubados, etc. Além disso, esbarramos no reduzido efetivo policial, estes fatores são preponderantes para que os trabalhos fronteiriços sejam limitados. Com a palavra o Ministério Público. *LICIO ANTONIO MALHEIROS, geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior
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