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ARTIGO
Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012, 21h:07

EZIO OJEDA

Independência ou vida!

Devia estar fazendo um dia ensolarado, quando às margens do Rio Ipiranga, nas redondezas de São Paulo, Dom Pedro I bradou que o Brasil não seria mais uma mera colônia de Portugal. Pelo menos, a história oficial e a obra belíssima em óleo sobre tela de Pedro Américo nos faz imaginar que este tivesse sido o cenário do dia 7 de setembro de 1822. Embora críticos descarreguem com certa frequência seus dardos ácidos sobre o evento, temos que reconhecer tal atitude, sim, como patriótica, se não heroica. Sem ufanismo ingênuo ou hipócrita, os bons enredos de nossa epopeia, por muitos menosprezada a tupiniquim, merece nosso respeito e lisonja. Nisso, vejo o exemplo norte-americano como digno de ser seguido. O amor daquele povo pelo seu país é de emocionar. Pelas ruas, casas e repartições públicas, a bandeira nacional é adereço recorrente e distinto. Esta celebração, realizada com desfiles em Ordem Unida perfeccionista de soldados e parte do arsenal de guerra disponível às Forças Armadas fazem muitos olhos encherem-se de lágrimas. O Brasil mostra que é uma nação pacífica preparada para manter este estado a todo custo, mesmo com o sacrifício de vidas. São momentos raros de orgulho pelos quais o cidadão vislumbra como mote de patriotismo. Sim, o brasileiro precisa dessa demonstração de amor a sua terra! Se os governantes não se lembram de como deveriam retribuir a confiança que lhe confere o sufrágio eleitoral, este mesmo povo que os elegeu quer reverberar o grito que outrora nos emancipou dos lusos. Hoje, deseja-se conquistar uma liberdade diferente, da corrupção, do caos na Saúde Pública, da violência, das drogas e instalar o império da verdadeira Democracia Cidadã. Aguardarei com a minha família, em alguma sombra de nossa calorenta e calorosa Cuiabá, o corso dos bravos homens sempre prontos para a missão. Crianças complementarão a passeata com a exibição de seus uniformes escolares, derretendo em suor e alegres sorrisos juvenis. Saibamos nós também incorporar este sentimento nobre que vem se distanciando das salas de aula. Saudade tenho da época em que era obrigatória a execução do Hino Nacional no recreio. Atualmente, boquiaberto vejo pessoas importantes, atletas, políticos e autoridades balbuciando errado as letras compostas por Duque Estrada ou Evaristo da Veiga! Aonde vamos caminhando dessa forma? O Ensino Religioso foi deletado dos nossos programas educativos num equívoco dissimulado com escopo de profanar nossas crenças. Ninguém menos que Albert Einstein dizia: “Deus não joga dados”. Se quisermos crescer, tornar esta uma superpotência, temos que alicerçar o nosso futuro, investir não só em propagandas, mas também em ações eficazes e munidas de propósitos de boa-fé. As pessoas idôneas devem se manifestar, sob pena de, por omissão, estarem concordando com os movimentos anticristãos que marcham em pandemia, destruindo nossos mais altivos trunfos morais. Não falo por mim, mas pela imensa maioria de conterrâneos que pensam que o Bem deve ser a nossa supremacia, com quem coaduno filosoficamente. No entanto, tudo tem um preço. Ser genuíno e autêntico pode ser perigoso e nos expõe a estigmas de ridículos ou antiquados. Isso não nos intimida, assumo este apanágio sem medo. Aos irmãos honrosos da farda verde-oliva e a todo o povo brasileiro, ombreio e reforço o braço forte da mão amiga nesta data: - “Independência ou vida!” *EZIO OJEDA - médico, advogado, oficial da reserva do Exército e candidato a vereador por Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16967




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