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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 16 de Junho de 2012, 13h:51

MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA

Enfim, teremos disputa!

Em política, dizem os mais entendidos na matéria, até “boi voa” – muito embora este articulista nunca tenha visto nenhum bovino voando; mas, berrando, sim, em palanques por este mundão afora... Agora, focando mais de perto em nossa paróquia, se por estas bandas se desconhece a existência de “boi com asas”, quem acompanha - conforme é o nosso caso, por obrigação do ofício - o desenrolar da política, pode presenciar fato tão ou mais absurdo, como é o caso de partidos se digladiarem pela indicação de candidato a vice. Esta inversão de valores se choca frontalmente com a lógica que deve ou deveria mover as atividades políticas e partidárias, que é a busca pelo poder - e não pela “acomodação”. Em síntese, candidatura a vice seja do que for é fruto dessa luta pelo poder, não uma meta, uma aspiração suprema, conforme a questão vinha sendo colocada em Cuiabá. Por esta ótica, um partido indicar o candidato (a) para compor chapa com outra legenda é consequência, não fim. E não existe nada de errado nisso e nem deprecia ou diminui nenhum partido ter vice de outro, desde que essa composição surja em forma de um projeto e não em nome de conveniências momentâneas. Porém, quando muitos achavam que este marasmo eleitoral estava consagrado, com um candidato considerado antecipadamente vitorioso e os demais, ao seu redor, brigando para pegar “carona” com ele, eis que acontecem fatos novos, nesta semana, com potencial de criar clima democrático de disputa pela prefeitura cuiabana. Ensejando um novo ambiente de discussão e debates que só beneficiam a sociedade e aprimoram o processo político. Refiro-me, particularmente, à criação de um bloco entre o PSDB e o DEM com vistas a unificar forças para enfrentar Mauro Mendes (PSB), considerado favorito nestas eleições para prefeito da Capital, e tentar levar o pleito para o segundo turno – estágio que, enfim, representa uma nova eleição onde as correlações políticas costumam mudar e, não raramente, quem era para levar de “barbada”, vencendo por W.O passa a correr riscos. Nesse sentido, exemplos não faltam! Essa reação dos tucanos e democratas deu novo ritmo à campanha, retirando-a do andar lento. Até então, a projeção mais comum era a de que, caso a modorra continuasse, Mendes venceria as eleições no primeiro turno, conforme se especulava e ainda se especula. Porém, essa visão tende a mudar à medida que outros pré-candidatos demonstrem vontade de disputar. Na esteira desse acontecimento, surge agora o PMDB, que também parecia já estar no pacote de Mauro Mendes, brigando pela indicação da vice juntamente com o PR, demonstrando disposição de ir para o embate, e o nome que se destaca nas hostes peemedebistas é o a do ex-vereador cuiabano Totó Parente. Trata-se de militante histórico do PMDB, com perfil combativo e a experiência de quem já dirigiu, por três anos, por indicação de seu partido, a Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste, órgão do Ministério da Integração e que, entre suas finalidades, tem a de fomentar o desenvolvimento regional, gerindo, entre outros recursos, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste, o FCO. E cuja Secretaria possui um orçamento maior do que a própria prefeitura cuiabana. A possibilidade de Totó Parente ser candidato a prefeito, quando também estava cogitado na imensa lista dos vices, não deixa de alterar as equações e manobras que vinham sendo feitas com o fito de “matar” as eleições antes da campanha propriamente dita começar. Mário Marques de Almeida é jornalista. www.paginaunica.com.br E-mail: [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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