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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 22h:45

LEITOR

Diário

“Eu era um menino ainda, de 11, 12 anos de idade. Mas, graças às influências benéficas de meus pais - Paulo Xavier de Mattos (in memorian) e Maria José Nunes de Mattos, minha veneranda e amada mãe - já tinha um amor e paixão desmedidos pelo rádio e pela leitura de jornais. E, naquela longínqua e inesquecível época eu tinha uma admiração indescritível pelo jornalista e radialista João Alves de Oliveira, um homem nascido fora de seu tempo, porque possuía uma visão de futuro. Alves de Oliveira era um amante da paz, do amor ao semelhante, sempre preocupado com as pessoas humildes, carentes, despossuídas do mínimo necessário até mesmo para viver. E, através do rádio e jornal, lutava por essa gente e, em suas atitudes, procurava minorar o sofrimento de nossa gente, utilizando para tanto, o seu poder de persuasão e a liderança que mantinha perante seus ouvintes e leitores. Todos os dias eu fazia questão absoluta de escutar, através das ondas magnéticas mais famosas da radiofonia de então - lembram-se? PRH-3, ZYZ-5, Rádio A Voz D’Oeste de Cuiabá - exatamente no horário, a Crônica das 12:05, onde, em formato poético, brilhantemente emocionado, Alves de Oliveira discorria sobre os mais variados assuntos de interesse da comunidade cuiabana (não esqueço uma em que ele defendia uma pretinha que tinha sido discriminada em plena rua 13 de Junho, pelo simples fato da cor de sua pele, emocionante) fazendo com que repensássemos nossos modos de vida e procurássemos agir em benefício nosso e da sociedade cuiabana. Fazia questão de assistir aos seus retumbantes programas de auditório, ao vivo, realizados no auditório da Voz D’Oeste, então localizada em frente à histórica Praça Ipiranga. Ganhava prêmios e saia de lá com uma felicidade incontida. Com dinamismo, força de vontade, honestidade e valentia Alves de Oliveira construiu, fundou e colocou nas ruas de nossa Capital o nosso também querido Diário de Cuiabá, empresa em que era diretor, administrador, porteiro, distribuidor dos jornais nas bancas, redator, enfim, um faz tudo. Seus olhos brilhavam de pura emoção na inauguração de nosso Diário, as lágrimas de felicidade insistiam em rolar incontroláveis pela sua feição jovial e alegre. Morreu, assassinado covardemente, pelo Diário de Cuiabá e em razão de uma matéria simples publicada no jornal. Mas mantém-se vivo até hoje. O ‘slogan’ do Diário é a cara, a personalidade, os anseios, os desejos mais íntimos do grande e saudoso Alves de Oliveira: ‘Fruto de um ideal que jamais sucumbirá’. Não sucumbiu. O Diário cresceu, atualizou-se e durante todos esses anos vem contribuindo decisivamente para o engrandecimento da imprensa em Mato Grosso e no Brasil. Nosso Diário nos proporciona leituras saborosas, informando e formando a opinião pública, dedicando-se sempre aos anseios de um público exigente e que tem a exata percepção da importância cultural, social, econômica, esportiva e outras do hebdomadário. O nosso Diário continua sendo aquela criancinha que todos amamos e pela qual temos o mais orgulho. O Diário é o nosso pai, a nossa mãe, o nosso irmão, os nossos amigos. O Diário é a gente em estado puro. Ainda que ao escrever este texto simples meus olhos vertam lágrimas emocionadas ao relembrar um velho amigo, um grande homem, predominando a emoção de dizer o que vai no mais profundo da minha alma, e por isso me engasgue, quero externar os meus profundos sentimentos de admiração à toda equipe do nosso Diário de Cuiabá. Ao Adelino, dona Iris, repórteres, editorialistas, redatores, corpo administrativo, pessoal da limpeza, motoristas, enfim a todos os pertencentes a essa grande família, os meus sinceros votos de um Feliz Natal e bem Próspero Ano Novo. Ainda estaremos juntos durante muitos anos, com a permissão e a Graça de Deus. O Diário de Cuiabá é a nossa alma, a nossa gente, o nosso povo. O ideal do Diário é o mesmo de seu fundador João Alves de Oliveira. O Diário é a cara dele. O Diário é Alves de Oliveira em pessoa: é povo, é raça, é luta, é companheirismo, é força de vontade para vencer os obstáculos, é cuiabano de tchapa e cruz, é mato-grossense até as raízes. Meu abraço muito grande à excelente jornalista, amiga querida, competentíssima Alecy Alves, muito mais que decana da imprensa mato-grossense. Com o seu nome e com a admiração que lhe nutro, homenageio todos os jornalistas de Cuiabá e de Mato Grosso. Lavrei este comentário no Cuiabá Urgente por ser esta, me desculpem todas as outras, a seção que mais gosto, que mais leio, que mais concordo e discordo, sempre mantendo o respeito, do jornalismo mato-grossense. Feliz Natal a todos. Próspero Ano Novo. Dá-lhe Diário de Cuiabá. Obrigado Alves de Oliveira.” PAULO MATTOS, aposentado, Cuiabá/MT [email protected] Juiz mantém empreiteiras no PAC Cuiabá “Independente de ‘quem está com a razão’, Cuiabá não merecia esse festival de denúncias, decisões judiciais, decretos e sentenças revogados, briga entre estado e prefeitura... Enquanto as ‘autoridades’ fazem guerrinhas de travesseiros tal qual internos de colégios de padres, a cidade sofre com a paralisação dos serviços. E a população, especialmente a camada mais pobre, é a única penalizada. Uma cidade que foi escolhida sub-sede da Copa do Mundo não merecia isso, pos até agora não foi colocado uma única estaca das obras que a cidade precisa para fazer jus à sua escolha pela Fifa. E o que fazem governador, prefeito, juízes, MP? Brigam para aparecer mais na mídia, tomam decisões que não lhes caberiam (onde já se viu juiz ordenando despesas para pagamento de empreiteiras?!), travam guerra verbal via imprensa... Que pelo menos 2010 nos traga menos pirotecnia e mais seriedade desses homens públicos! Se não for seriedade, que pelo menos tomem vergonha na cara! Seria pedir demais?!” NATAL SANTANA, educador, Cuiabá/MT [email protected] *** “E ai o povo pergunta: as gravações não foram consideradas válidas, mais elas existem né? Juízes ganham em média R$ 21,000,00 ao mês fora outros benefícios para defenderem a lei, será que não há outra medida? Pois a maioria do povo tem que trabalhar 5 anos (salário mínimo R$ 465,00 caso alguns deles não saiba) para ganhar o que um magistrado ganha em um mês, será que há falta de consciência?” JEFFERSON RONDON, representante comercial, Cuiabá/MT Advogado é acusado de xingar de ‘preto’ “Como ele conseguiu sair se o crime que cometeu e inafiançável. Será por ser filho de desembargador, a lei para ele e diferente.” SILVIA MARIA FRANCESCHI DE FAZIO, artesã, Cuiabá/MT [email protected] Moradores fecham rua, Smades manda abrir “O muro do Jardim Itália a Smades não tem competência e nem coragem de enfrentar os moradores que ali residem... pois os interesses políticos lá são muito grandes e como se dizem: a lei foi feita apenas pra pobre no Brasil e cada povo tem o governo que merece, 2010 está aí, é ano de eleição novamente votem no Wilson Santos e sua corja novamente, que tudo vai ficar exatamente como está.” EDER LOBO, policial, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16966




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