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ARTIGO
Sábado, 17 de Novembro de 2012, 14h:50

ANTÔNIO PADILHA DE CARVALHO

Desenvolvimento Sustentável

No campo da sustentabilidade o pessimismo só atrapalha, necessitamos de soluções efetivas que nos proporcionem energia limpa e eficiente. Não se pode falar em questão social de maneira isolada, vez que existe uma ligação muito forte dessa política com a questão ambiental. Obviamente, a Amazônia não pode ficar de lado, é primordial que lutemos contra a destruição da nossa floresta. A fim de alcançarmos o tão desejado desenvolvimento sustentável, a estrutura estatal há que fomentar iniciativas nesse sentido, propondo subsídios àquelas propostas que respeitem o meio ambiente. Água e energia deverão receber um tratamento diferenciado. Os recursos naturais carecem de um financiamento e preço diferenciados e muito bem sopesados. Investimentos em energias renováveis, além de gerar empregos, acabam por nos educar. A conscientização de toda sociedade faz-se mister. Ao invés de aguardarmos apenas as consequências funestas da nossa irresponsabilidade ambiental, façamos uso de instrumentos que já existem para monitorar, medir, colocar números factíveis e resultados socioambientais importantes à mostra e a nossa disposição. A sociedade civil organizada e governos trabalhando em conjunto, encontrarão as necessárias saídas. A sustentabilidade hoje, é uma questão que deve estar no centro dos debates políticos, sob pena dessa rica proposta ser esquecida, menosprezada e perder o impulso. Há que se ter decisões comuns, princípios e regulações sobre ações concretas. Antes de fazer, planejar! Sem conhecimento de causa, a causa pode morrer. Todos os temas que envolvem a sustentabilidade são críticos. A responsabilidade da sociedade civil só tem aumentado, posto que governos a todo momento, abrem mãos das suas responsabilidades, transferindo-as para empresas, investidores, organizações não governamentais e etc. Se a teoria é boa, transformemo-la em prática! Arregacemos as mangas e vamos ao trabalho, uma vez que temos a garantia do princípio de Pareto que assevera: Aproximadamente 80% dos nossos resultados vêm de 20% das coisas que fazemos. Parar jamais! Para evitar uma difícil situação futura e piores cenários de aquecimento global, os governantes e a sociedade como um todo deveremos assegurar a transição para uma economia de baixo teor de carbono, onde a educação ambiental seja a proporcionadora desse comportamento. A ideia da implantação de uma Economia Verde é excelente! Os governos adotam uma legislação que estabeleça limites para a emissão de carbono, ao tempo em que os desmatamentos, os recursos marinhos, e demais recursos naturais sejam preservados, assumindo compromissos com a implantação de uma nova política social, visando novos padrões de consumo. É chegado o momento em que o ser humano precisa ser menos predatório e mais consciente. ANTÔNIO PADILHA DE CARVALHO é geógrafo e presidente do CLUBE GEO – Instituto de Defesa do Meio Ambiente

Edição EDIÇÃO 16962




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