Estamos em pleno século XXI. Começo do novo milênio, vivendo a era do conhecimento. As mudanças no mundo são muito velozes. Enfrenta-se o desafio de permanecer vivo e atuante frente à complexidade e diversidade das transformações em todos os setores. Nesse cenário mundial, o capitalismo continua ditando as normas. A competição, no processo de globalização da economia, é o agente fomentador que mobiliza as pessoas e as organizações rumo ao crescimento à custa do lucro. A concorrência desenfreada patrola e destrói pessoas e organizações de diversos ramos. Vale tudo para lucrar. Essa é a tônica para a sobrevivência. Às pessoas e às empresas, não basta só o conhecimento, sob a ótica tradicional. É preciso estar atento às inovações que aparecem em todas as áreas. O comércio eletrônico pela rede mundial de computadores aí está. Não existe fronteira geográfica que impeça o seu avanço. Mudam-se as relações de compra e venda. O dinheiro de papel vira dinheiro eletrônico e serve de moeda para compra e venda de qualquer produto ou serviço. Do mundo dos negócios aos valores e sentimentos individuais, tudo sofre alterações. A internet está aí colocando tudo on-line. As competências e os perfis profissionais transformam-se, integram-se, dinamizam-se, surgem e até desaparecem rapidamente. Muitas profissões são extintas. Outras são criadas. Há ainda aquelas que recebem nova roupagem. Para exemplificar, pensemos nas transações bancárias que são efetivadas num piscar de olhos pela internet, em qualquer lugar do mundo. Com isso, quantos postos de trabalho foram extintos ou modificados? Não basta apenas o conhecimento específico sobre um tema ou uma profissão. É preciso visão histórica, atualizada e de futuro, pois tudo caminha a passos largos e o globalizado é o limite da abrangência. Daí, a criatividade e a sagacidade nas ações e decisões serem definidas como as competências expoentes dos bem-sucedidos. Como toda mudança gera medo, é importante o preparo das pessoas para enfrentar o dia-a-dia com segurança e determinação. Assim, as empresas deste milênio atuam educando continuamente seus colaboradores, clientes, fornecedores, motivando-os por meio de relações cooperativas e solidárias a fim de mantê-los sempre integrados à organização. Cada produto ou serviço lançado no mercado deve ser planejado, acompanhado e avaliado com a participação dos clientes. Ouvir os clientes é sempre necessário. E os responsáveis pelas empresas precisam ter a capacidade de resolver conflitos. Por isso, na fabricação de um produto ou realização de um serviço não se pode, em momento algum, trabalhar em ambientes de incertezas ou riscos. As empresas de sucesso, portanto, pesquisam para conhecer as peculiaridades locais, regionais, nacionais e mundiais. Os perfis dos profissionais e das empresas do terceiro milênio são baseados nas mudanças constantes e devem ser consolidados pela competência da inovação, da tomada de decisões rápidas e democráticas por intermédio de projetos cooperativos, da motivação pela liderança, do uso cada vez maior da informática como ferramenta diária. Lembremos que a vida é um misto de contradições. E a realidade está aí para provar isso. Portanto, agora e sempre não devemos esquecer de lutar para que se consolidem as práticas éticas, justas, democráticas e solidárias a fim de diminuir ou mesmo quebrar os elos do capitalismo cruel e perverso que continuam comandando a sociedade do terceiro milênio. As organizações de sucesso e do futuro precisam estabelecer alianças comunitárias para acabar com a miséria, a injustiça, a fome, a pobreza, o descaso e a insensatez que se enraízam em grande parte do Mundo. Se não forem socializados alguns bens, produtos e serviços, o sofrimento humano continuará. E a velha pergunta tornar-se-á cada vez mais nova. Para que serve todo saber humano? Com a resposta, a economia, a religião, a educação, a arte, a ciência, a cultura, a tecnologia, a política ... * NOEL ALVES CONSTANTINO é pedagogo, pós-graduado em recursos humanos e psicanalista em Cuiabá-MT.
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