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ARTIGO
Terça-feira, 10 de Abril de 2012, 20h:40

LEITOR

Contribuinte vai pagar rombo no MT Saúde

"É uma vergonha esse plano de saúde! Desde setembro sem pagar os médicos, não é dezembro. Não sou usuária e me cansei de receber não das clínicas e pagando, e esse plano com a mesma promessa de melhorar!! Agora ele perder a credibilidade!! E não conseguimos cancelar esse plano que desconta todos os meses em nosso holerite!!!” FLAVIANE LEITE DA SILVA CASSIA, técnica em administração escolar, São José dos Quatro Marcos/MT [email protected] Padre Paulo diz que pode levar caso à Justiça “É um absurdo querer calar uma pessoa que quer o bem da Igreja. A conversão e santificação. Precisamos nos unir em oração para que o Senhor livre este homem de Deus das ciladas que estão sendo armadas contra ele”. MARIA DE FATIMA DE OLIVEIRA AMORIM, Cuiabá/MT [email protected] DEM decide abrir processo de expulsão “É lamentável que Demóstenes Torres, um integrante do Ministério Público Estadual (GO), que deveria dar exemplo de integridade moral, esteja na condição de bandido, representando um Estado da Federação. Isto é uma vergonha!” ELENA DE SOUSA, analista, Cuiabá/MT [email protected] *** “Está faltando pouco para o DEM desaparecer. Este Demóstenes deveria estar na cadeia. Não só ele, mas todos aqueles que o admiravam. Vamos torcer por uma ampla investigação que com certeza vai pegar algumas cabeças em Mato Grosso. Corrupto é o que não falta neste ‘ex-PFL’”. HIRTO GERVASIO PEREIRA, tec. em manutenção, Água Boa/MT [email protected] Homenagem Na semana em que aniversaria, nossa capital recebe do vereador Júlio Pinheiro este comprometedor presente. Ora, senhores, homenagear Roberto Jeferson, por 'relevantes serviços prestados’, é no mínimo debochar do cuiabano, é tapa na cara daqueles que aqui vivem. Será que não tem como revogar essa lei? Se tiver, vamos, nós cuiabanos, tentar barrar essa aberração. Outra coisa, senhor vereador, parafraseando João Coisa Ruim, ‘para cuisso txomano, ou vaí caça o que fazê, ou vai tomá no oio’. É só!!!!” LEANDRO PINTO DE OLIVEIRA FILHO, autônomo, Cuiabá/MT [email protected] Energia sobe “Infelizmente o povo brasileiro pós-privatização da energia elétrica virou escravo das empresas multinacionas e dos banqueiros... A partir do processo de privatização do setor elétrico brasileiro, a energia foi transformada numa grande mercadoria e quem passou a controlá-la foram as empresas multinacionais. Hoje movimenta mais de 100 bilhões por ano, e em em dez anos teve aumentos próximos a 400%, nada mais nada menos que o dobro da inflação. Todo esse aumento pra quê? O setor elétrico brasileiro, antes da privatização, possuía mais de 200 mil trabalhadores/as, mais da metade foram demitidos e hoje tem pouco mais de 100 mil. Conseguiram mágicas, demitiram funcionários e triplicaram os lucros. Além disso, as empresas que mais gastam energia são as que menos produzem empregos. Dados apontam que empresas consideradas extrativas (as que extraem as riquezas do Brasil, principalmente para exportar) são as que mais estão crescendo no país. No Brasil, mais de 80% da energia elétrica vem de fonte hídrica, considerada uma das energias com o menor custo de produção. Em grande parte, o baixo custo de produção da energia é fruto do descaso com que as empresas construtoras de barragens tratam a população atingida pelas obras, não ressarcindo o que é de direito de cada família. Hoje, 70% das famílias atingidas por barragens no Brasil não são considerados pelas empresas construtoras, portanto ficam sem terra, sem casa, sem nada. Outro fator para o baixo custo de produção da energia é o fato das empresas não considerarem nem repararem os graves custos ambientais. Não bastasse isso, tirarem o suor do povo brasileiro. Esse povo parece querer até o sangue, uma vez que a tarifa de energia do Brasil é a sexta mais cara do mundo, com base nos países mais desenvolvidos. No Brasil, 1,89% do PIB per capita medido pela paridade de poder de compra é comprometido com a tarifa de energia. Para compararmos, na Itália tal percentual é de apenas 0,83%. No Canadá, líder nesse ranking, apenas 0,18%. Hoje quase 90% da capacidade de geração elétrica instalada no Brasil e 99% da energia elétrica consumida se baseiam em duas coisas gratuitas: a água das chuvas e a força da gravidade. Somos um país tropical de grande extensão, com rios caudalosos, com bacias hidrográficas distantes entre si e localizadas em regiões que têm diferentes regimes de chuvas. Por serem rios de planalto, de modo geral sua declividade é suave. Quando barrados, formam grandes lagos. São energia potencial. É só fazer a água cair, passando por uma turbina, que geramos a eletricidade mais barata do mundo, de fonte renovável e não-poluente, com recursos e técnicas totalmente brasileiros. Se as barragens forem construídas em sequência, ao longo do curso de um rio, a mesma gota de água é usada inúmeras vezes antes de se perder no oceano. Colhe-se a preço de banana e se vende ao povo escravizado brasileiro a preço de ouro, com direitos a ter aliados legalizados... Os místicos diriam que tudo isso é uma bênção; os técnicos, que é uma enorme vantagem comparativa. Ambos têm razão. A vida útil de uma usina hidrelétrica é ilimitada. A obra de construção civil, em princípio, é eterna como as pirâmides do Egito, e os equipamentos precisam ser substituídos a cada período de mais ou menos setenta anos de uso. O ‘combustível’, como vimos, é gratuito. O custo operacional, portanto, é baixíssimo. Como a quantidade de chuvas varia em cada ano e como no curto prazo o regime de chuvas está sujeito a oscilações imprevistas, fazemos reservatórios. O sistema brasileiro acumula água suficiente para cinco anos de operação, chova ou não chova. Nenhum país do mundo tem tanta energia estocada. Graças a ela, nosso sistema energético sempre funcionou pensando muito na frente. Quando era quase todo estatal, começava-se a construir uma nova usina quando a margem de risco atingia 5% no quinto ano, contado a partir do presente. Parabéns à Cemat, à Anatel e bem-feito ao povo, no país das maravilhas, onde tudo, menos o salário, é claro, tem como base o dólar, e dólar caindo, se conseguem aprovar aumentos, abusivos... lamentável, mas conseguem... Nós éramos felizes e sabíamos: desde sua implantação, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o sistema brasileiro tornou-se referência mundial. A oferta de energia segura e barata passou a ser uma conhecida vantagem do nosso país. O sistema poderia ser aperfeiçoado, é óbvio, como tudo na vida. Porém, nenhum, rigorosamente nenhum motivo de natureza técnica ou de racionalidade econômica, exigiria alterar sua natureza. Infelizmente, este é o pais da sacanagem, sacanagem ao povo”. LEO SANTOS, Cuiabá/MT [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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