Sinceramente, acho que o governador está brincando com o povo de Mato Grosso, porque vir pedir para a população esquecer tudo e se juntar para receber bem o turista e fazer um grande Mundial só pode ser piada! Primeiro, receber bem as pessoas é nato de nós, cuiabanos e mato-grossenses, não é preciso ninguém pedir que façamos isto. Mas o problema é que o X da questão é outro e vamos relembrar um pouquinho as coisas que nos trouxeram a esse caos sem-fim. Vejamos: em 2009, Cuiabá foi escolhida para uma das sedes do Mundial de 2014, e, nesta época, já começaram as preparações não das obras, mas, sim, das arrumações políticas usando o Mundial como álibi. A primeira demonstração foi a criação da tal Agecopa, que foi cabide para 7 diretores com status de secretário e que seriam para elaborar os projetos das obras de mobilidade urbana. E estes ficaram lá só brigando entre si e viajando para o mundo inteiro às custas do erário. Acabou a bendita Agecopa e criaram a tal Secopa e ainda contrataram mais uma centenas de empresas e colocaram outra centena de servidores de todos os órgãos, inclusive auditores do TCE e AGE, todos para dar assessoria e fiscalizar as obras. Contrataram, ainda, uma empresa de monitoramento eletrônico em tempo real para acompanhar o andamento das obras. Mas, o melhor fiscal foi sempre o cidadão que estava sofrendo na pele o trânsito caótico e vendo os operários das empreiteiras fazendo corpo mole e não trabalhando aos finais de semana, noite e nem feriados, e todos falando: olha o ritmo destas obras está lento aí e o governador vinha à mídia e dizia Não estão atrasadas, eu estou acompanhando pessoalmente e todas as obras estão dentro do cronograma. Resultado: as obras estão todas inacabadas e as que já foram entregues, uma verdadeira porcaria. Aí o governador, numa tentativa de dividir o fracasso com a população, vem pedir ao povo que esqueça e nos unimos para fazer um belo Mundial uma festa linda. Eu pergunto: vamos receber o turista bem, mas quando ele perguntar se estamos na capital ou num garimpo abandonado, eu respondo o quê? Ah, vou levá-lo para conhecer o Pantanal. Infelizmente, não tem jeito porque as pontes estão prestes a desabar! Legal, vou passear com o turista em Chapada. Ele leu que iam construir lá um teleférico! Olha, seo turista, infelizmente não foi construído e ainda falta água suficiente para os moradores daquela cidade. Então, não podemos ir lá. Aí ele fala: ah, leve-me então a Nobres, eu já vi na televisão: lá é lindo. Eu terei que dizer, olha indo por Nobres as estradas estão uma calamidade e se formos pelo Manso teremos que, ao chegar numa ponte que foi construída recentemente, aguardar o outro veículo que esteja sobre a ponte passar para seguirmos viagem porque só passa um por vez! Certamente, ele vai me perguntar: e o dinheiro da outra parte da ponte, para aonde foi? E eu ficarei com vergonha em dizer a verdade. Então, é melhor não irmos. Aí o turista vai me perguntar: olha, aqui em Cuiabá é muito violento? e eu, com ironia, vou responder: o governador dá toda segurança para o cidadão. Aqui só matam dois por dia, mas isto é momentâneo! Afinal, se eu falar a verdade ele pega o avião e volta em seguida. Aí vai fazer mais uma pergunta: e a saúde pública aqui? Se eu precisar, serei atendido? Vou ser sincero e direi: sim, você será atendido, só não sei o dia e nem a hora. Portanto, senhor governador, Vossa Excelência e seu secretariado fraco e incompetente é que devem assumir o que fizeram, ou melhor, não fizeram. Não adianta vir pedir para o povo tampar o sol com a peneira! JORGE M. SANTOS, motorista, Cuiabá/MT *** Fico imaginando o choque que um japonês terá quando andar pela nossa cidade... Em 90 dias não conseguiremos fazer o que não fizemos em 300 anos, que é zelar pela cidade. Vai ser vergonha total, ou vocês acham que não? AGNALDO RAMOS, Cuiabá/MT
[email protected] *** Preparar uma recepção aos turistas? Só se for para ver os buracos de tatu feitos na cidade. Como o governador é explorador de minas de ouro, procedente de Matupá, talvez não se importe com isso, está acostumado a conviver com os tatus. Talvez tenha pensado em fazer uma procura de ouro nos buracos cavados em Cuiabá. No histórico e folclórico da cidade existem lendas que falam de ouros na Prainha, no Morro da Luz, na Morada do Ouro, no Coxipó do Ouro, embaixo das igrejas, etc. É uma tristeza ver que não existe como receber turistas se não existe ambiente receptivo ao turismo devido à falta de estradas, pontos turísticos sem investimentos e sem condições de receber e acolher os turistas. Saúde deficiente. Segurança não existe e a Capital é considerada a 3ª em violência no país. A questão da mobilidade urbana e meio ambiente é um desastre ecológico. Só existirá mesmo uma mídia virtual a mostrar criações de factóides com intenções políticas mal-intencionadas a gerar impactos diante de opiniões públicas com aspirações de poderosos grupos com fins de enganar turistas. Merece uma atenção do Procon, Decon e controle dos órgãos da Justiça. LUIZ CARLOS, Cuiabá/MT
[email protected] Pedro Taques oficializa pré-candidatura Faltou o principal o povo - nessa reunião. JOSE C. SILVA, Cuiabá/MT Bom exemplo Em todos os postos de serviço, restaurantes e lanchonetes à beira da estrada, sugerimos que seja exigido a pintura em local de grande visibilidade da frase Se Beber, Não Dirija. As mães e os pais vão agradecer. ACIR CARLOS OCHOVE, Cuiabá/MT
[email protected] Justiça investiga se Dirceu recebeu visita O leitor deve estar se perguntando por que está sendo atribuído ao réu José Dirceu, e não à administração do presídio onde ele está cumprindo pena, e nem ao defensor público que o visitou, a responsabilidade pela ocorrência da suposta visita pelo defensor público, que teria ocorrido fora do horário de visitas, estabelecida pelo presídio. Afinal, todos sabemos que nenhum preso consegue receber uma visita se esta não tiver sido autorizado pela direção do presídio. Sabemos que nenhuma visita ocorre por iniciativa do preso. Como quer que seja, o defensor público já declarou que partiu dele, não do preso, a iniciativa da visita. Mesmo assim, o juiz Bruno Ribeiro, aquele que foi colocado lá na Vara de Execuções Penais pelo ministro Joaquim Barbosa, provavelmente porque os pais dele são conhecidos militantes antipetistas no DF, está usando mais esse fato para perseguir o réu. Essa acusação, assim como aquela falsa acusação já desmentida feita pela Folha de que o réu teria usado telefone celular no presídio, não tem nenhuma consistência, inventadas exclusivamente para se postergar a concessão do direito de trabalho ao réu. Pura perseguição política. Enquanto isso, vemos que o réu Pedro Henry, condenado no mesmo processo e sentenciado ao mesmo regime semiaberto, além de não sido transferido por Barbosa para cumprir pena em Brasília já está trabalhando há muito tempo, pois começou a trabalhar em Cuiabá quase imediatamente depois de ter sido preso. A diferença é que Henry não é petista. Só pode ser isso! LUIZ EDUARDO ARRUDA, bancário, Cuiabá/MT
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