Na última sexta-feira estive em Rondonópolis para assistir à inauguração da fábrica de cerveja da Crystal, assunto que vou abordar no artigo de terça-feira, pelo seu significado emblemático de mudança no perfil econômico de Mato Grosso. Neste artigo, gostaria de fazer uma abordagem que chamou-me a atenção justamente lá em Rondonópolis: a juventude da equipe do governo de Mato Grosso. A maioria dos secretários de estado estava lá, e é bem jovem. A começar do chefe da Casa Civil, major Eumar Novacki, de 31 anos. Curiosamente, com a sua entrada para chefiar a Casa Civil, deu um ritmo de andamento à administração, porque o papel dessa secretaria é o de coordenação geral da política e das formulações. A dinâmica realmente se transformou e se animou. No gabinete onde Novacki atuava antes, o tenente-coronel Alexander Maia ocupou os espaços de ambos e a dinâmica se manteve no mesmo ritmo e ordem. Mas no geral, vale a pena recordar algumas mudanças no secretariado na segunda administração, justamente porque é nesse período de governo que a peteca vai caindo aos poucos pelo natural esgotamento. Além da Casa Civil e do gabinete do governador, mudaram as secretarias de: Educação, com a entrada do deputado Ságuas Moraes. Da Fazenda, com a entrada de Éder Moraes, de Indústria, Comércio, Minas e Energia, com a entrada de Pedro Nadaf, de Cultura, com a entrada de Paulo Pitaluga, de Justiça, com a entrada do delegado Diógenes Curado, e Assuntos Estratégicos, do prefeito Cidinho Aparecido dos Santos. Naturalmente, não se está comparando pessoas e nem a ação de pessoas. O fato é que a entrada de uma leva também jovem de secretários ajudou o governo a manter o tônus administrativo e político, que vinha em ritmo mais lento no segundo mandato. Nas demais secretarias de estado, curiosamente, o perfil é jovem em todas elas. Provavelmente, não haja um secretário sequer na faixa dos 50 anos. Quase todos estão bem abaixo dessa faixa etária. Porém, ficou bem caracterizado o novo papel da Casa Civil como uma extensão objetiva do governo. Em governos anteriores mais políticos, a chefia da Casa Civil sempre foi entregue a políticos experientes para servir de filtro às tendências, para servir como anteparo dos grandes problemas políticos e administrativos, deixando ao governador o benefício de decidir como última palavra, depois que os temas fossem esgotados e equacionados previamente na Casa Civil. Outro papel importante da Casa Civil sempre foi o de dar ao governo uma coordenação administrativa e política para os problemas diários. O governador do estado é uma figura institucional que deve tratar dos assuntos numa escala mais política e de decisão final. O dia-a-dia não lhe pode cair com todo o peso, sob pena de não conseguir agir como estadista, que é o seu verdadeiro papel. Registro com satisfação a ação do major Novacki na Casa Civil nessa coordenação que está resultando numa administração com muito menos tensões internas. Fico do lado de cá pensando: o mundo é dos jovens mesmo! * ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e das revistas RDM e Centro-Oeste
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