No Brasil de hoje, principalmente no meio político-social, a única forma de se evitar decepções extremas é saber como interpretar o que eles, principalmente alguns políticos, falam, ou anunciam. A regra básica é: acredite sempre no oposto. E olha que estão ganhando seguidores em outros setores da vida pública e social do país. Quando se ouve um dizer neste bolso nunca entro nada roubado, não roubei, não tenho nada, tudo que consegui foi com muita luta, o filho não é meu, não sei do que estão falando, tudo é intriga da oposição... não ponha a mão no fogo. Para mostrar boa-fé aguarde um tempo que tudo pode ser esclarecido. A decepção será bem menor. Os exemplos estão ai. Um fato que mostrar bem isso é o que envolve o presidente do Senado, o senhor José Sarney. Tudo que ele disse e rebateu com veemência mostra, até agora, o contrário. Tudo bem que ele tem o direito se defender. O mesmo aconteceu com o Renan Calheiros. E até hoje nada foi esclarecido. Ficou o dito pelo não dito. Mas, felizmente, existem as exceções. A grande maioria ainda honra um chamado fio de bigode, prática muito comum décadas atrás. Tinha nego que, se preciso fosse, comia capim pela raiz, mas não mudava uma vírgula do que tinha tido ou prometido. Mas por ser, vamos dizer assim, o dever do cidadão de bem, nada de excepcional. Pelo menos por enquanto. Mas pelo andar da carruagem, tal virtude está ficando cada vez mais rara, raríssima. E ela não aparece graças aos maus feitores, que mesmo em minoria fazem um estrago daqueles. E essa personalidade contraditória está permitindo que os analistas ou aqueles que acompanham o dia-a-dia da política nacional matem algumas charadas, ou melhor, as declarações proferidas por algumas autoridades. Uma delas, por exemplo, e que está ganhando força e a possível reeleição do Lula. Ele nega. Os aliados abominam. A oposição condena, mas, esta ganhando força. Mesmo sem entrar no mérito da questão e de usá-la como ilustração, não deixar de ser interessante. Pelo menos para o Lula. O pior de tudo isso é que a moral, a honra e os bons costumes ficam cada fez mais distante do convívio social. A corrupção, que infelizmente impera no país, é o reflexo de tudo isso. A regra básica hoje em dia é ter vantagem sempre. Mas nem tudo está perdido. Tudo pode melhorar. Basta querer. ROSIVALDO SENNA é editor de Nacional/Internacional do Diário
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