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ARTIGO
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013, 21h:11

LICIO ANTONIO MALHEIROS

Big subcultura atrai a massa

Teve início, em uma famosa emissora de televisão, mais um reality show “Big Brother Brasil 13”, um famoso programa televisivo; que poderia também, se chamar “Big subcultura”, em função da pobreza de conteúdo e, por uma série de outras imbecilidades, caracterizando assim subcultura. O Brasil, país da América do Sul é o quinto maior em área territorial, conta com uma população de 194 milhões de habitantes e, com uma das piores distribuições de renda do mundo, infelizmente, ainda existe uma grande quantidade de analfabetos funcionais, crianças fora das salas de aula, um ensino de péssima qualidade e, o que é pior, usa-se como parâmetro para medir o ensino-aprendizagem, o famoso (IDEB) Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que deveria medir a qualidade do ensino público no país, que na verdade não mede nada. Esta situação atrelada a outras, facilita sobre maneira, que a toda poderosa emissora de televisão leve ao ar, mais uma edição deste reality show denominado “Big Brother Brasil 13”; que na verdade, representa um verdadeiro acinte a sociedade organizada deste país, levando em consideração, que a grande maioria de seus habitantes, vive em verdadeira petição de miséria. O reality show é altamente atrativo, uma vez que o premio para o primeiro colocado é de R$ 1,5 milhão, com isenção de impostos, o vice-campeão receberá R$ 150.000,00, e o 3º colocado R$ 50.000,00. O processo de escolha já é controverso, se vocês observarem bem, os escolhidos tem alguma ligação com o meio artístico, ou são pessoas extremamente bonitas, saradas, bombadas, com um biótipo que acaba na verdade atraindo a massa, as pessoas mais humildes que acessam a internet, chegando à casa de 765.608 pessoas, num primeiro momento. Isto acontece por falta de opção, estes acessos acabam dando altos índices de audiência e, assim, acabam colocando a toda poderosa em evidência. O que é mais aviltante, nesse contexto; é que, por falta de políticas públicas por parte do governo, como a criação de programas educativos, para que a população possa ter uma maior capacidade de discernimento das coisas, um ensino de qualidade, incentivos a cultura, entretenimento, lazer e, até mesmo uma melhor qualidade de vida. Essa carência de tudo acaba sendo suprida, por esses programas populistas, que não tem nada a acrescentar a não ser subcultura. E assim, as pessoas infelizmente acabam se apegando a esses programas meramente apelativos, sem nenhum conteúdo e, que possa acrescentar alguma coisa em suas vidas. Pare o mundo, quero descer. * LICIO ANTONIO MALHEIROS, professor, geógrafo e pós-graduado em Didática do Ensino Superior [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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