O presidente Lula dias desses anunciou a pretensão de criar o Fundo de Desenvolvimento da Educação Pública ensino fundamental e médio. O dinheiro virá através dos royaltes do petróleo que o país produzirá em breve. A idéia é excelente levando em conta que a educação no país é nota zero há muito tempo. Usar um dinheiro que um dia ainda virá, revela que na fila da prioridade do governo, a educação está justamente no fim é a última. Logo ela, a educação onde num país sério, seria prioridade zero. Uma pena que a idéia partiu do atual governo que demonstrou avanço em alguns setores, mas continua retrógrado na educação. Na ponta do lápis, esse fundo estará pronto em 20 anos e serão necessários mais 30 para poder colher os frutos. Até 2055 não será possível ver algum choque na educação. Quem sabe a teoria do educador Demival Saviani seja colocada em prática. Ele defende a tese com salários dignos para o professor, salários de verdade, é que se poderá perceber uma mudança positiva na categoria. Dá até para fazer um exercício de imaginação sobre o que acontecerá nesses 50 anos. A educação irá para o fundo do poço. Os próximos fingirão que não são com eles e na verdade, são mais de cinco séculos que o problema é empurrado com a barriga. A tríplice do faz de conta o Estado finge que investe, o professor faz de conta que ensina e o aluno simula aprender está mais em vigor do que nunca. Resultado de exames de ensino básico leitura, interpretação e quatro operações revelam que nunca o ensino esteve tão ruim. Ou será péssimo? Ou será lastimável? Bem, faltam adjetivos. Temos que ser justo com o atual governo. Dizer que não investiu em educação é querer ser simplista demais. Foram criadas 11 universidades federais nos últimos cinco anos em todo o país. Todas ainda estão no papel. Quem priorizou o ensino superior teve a lembrança de que universitário voto e criança não. E pensar que desde que desde as eleições de 1.989 lá se vão quase 20 anos o atual governo tinha planos para revolucionar a educação. E pensar que escolas particulares seriam fechadas porque o ensino público seria nota mil. Seria como não precisar mais de água mineral e tomar água de torneira que seria melhor do que a primeira. Em algumas cidades, de fato, a água servida está próxima da mineral. A educação, no entanto, nem pode ser comparada. Comparar com que? Muita gente já chegou a conclusão que a educação pública é incomparável. Por falta de algo a compará-la. Então, até 2055. ADILSON ROSA é jornalista