ARTIGO
Terça-feira, 25 de Novembro de 2014, 20h:47
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ADMAR PORTUGAL
Arena Pantanal
Um milhão de reais. Este foi o cachê que a Efeito Eventos pagou ao Santos de Robinho e companhia para enfrentar o São Paulo pela 36ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro na Arena Pantanal, em Cuiabá, no domingo passado. Foi um jogo medíocre. Não sei quanto o São Paulo ganhou pela vitória de 1 a 0, mas o jogo não correspondeu ao preço do ingresso cobrado. Não valeu! Valeu, sim, os torcedores de ambos os clubes, de ambos os sexos, crianças, jovens, adultos e até da melhor idade comparecerem e terem um comportamento nota dez antes, durante e depois do jogo. O governo do Estado precisa urgentemente definir a administração da nova Arena Pantanal: um estádio que custou mais de meio bilhão de reais não pode ser alvo de críticas dos visitantes. No domingo aconteceu até incidente, quando uma égua da Polícia Militar foi morta ao pisar em um cabo de alta tensão solto no entorno da Arena. Ainda bem que foi um animal, mas não deixa de ser preocupante para toda a sociedade. É vergonhoso o que aconteceu no domingo. Não foi só esse incidente que aconteceu: houve também cano estourado em um dos vestiários e as condições do gramado foram duramente criticadas por ambos os dirigentes dos clubes visitantes e também pela crônica esportiva nacional. A nova Arena Pantanal é uma obra de encher os olhos do desportista mato-grossense e não pode ficar entregue às moscas. O promotor do evento, bem como a Federação Mato-grossense de Futebol, deve se unir e cobrar não somente do secretário extraordinário da Copa, Maurício Guimarães, bem como do governo do Estado, uma solução já para a administração do estádio. O jogo de domingo entre Santos e São Paulo marcou o encerramento dos eventos no estádio na gestão do atual governador Silval Barbosa. Ele, Silval, deveria cobrar de seu secretário extraordinário uma solução rápida para a Arena Pantanal e também para os acabamentos dos Centros Oficiais de Treinamentos (COTs) que estão com suas obras paradas. Até quando? O jogo entre os dois clubes paulistas, detentores de cinco títulos mundiais três para o São Paulo e dois do Santos decepcionou o torcedor que compareceu em grande número para prestigiar o embate em campo. A boa foi a presença do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, um recordista em sua posição e que começou sua carreira no Sinop Futebol Clube, na década de 80, único clube a defender em Mato Grosso, quando se transferiu para o São Paulo, onde deve encerrar sua carreira ainda este ano, aos 42 anos. Valeu, Rogério Ceni, por jogar em Cuiabá! ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter